Quando a criança não quer tomar lácteos

O que fazer se o meu filho não quer tomar leite

Vilma Medina, Diretora de Guiainfantil.com
Neste artigo
  1. Crianças que não tomam leite, o que fazer?

O fato de que desde o nascimento até os 6 meses, o leite materno, ou o leite de fórmula, seja o único alimento que o bebê necessita para sua correta alimentação não significa que os lácteos sejam necessários uma vez superado o período de aleitamento. O período de aleitamento materno deveria terminar quando a mãe e o bebê assim o decidirem, e não antes dos 2 anos segundo recomenda a Organização Mundial da Saúde.  

Mas, o que acontece quando a criança não gosta de leite? O que acontece quando não pode tomá-lo? Em Guiainfantil.com Brasil nós te contamos o que devemos fazer no caso em que a criança não ingira lácteos. 

Crianças que não tomam leite, o que fazer?

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Quando falamos de aleitamento artificial é mais complicado, já que existe em geral uma grande controvérsia uma vez que se supera os 6 meses de idade e aparecem opções como o leite de continuação ou de crescimento. O aleitamento artificial não deveria ser diferente do materno, e o leite de continuação, ou o leite de crescimento não são absolutamente necessários, já que poderia se manter o de início até que o bebê estivesse preparado para tomar leite de vaca (se decide tomá-lo) ao redor dos 18 meses ou quando o pediatra assim o indique. 

As necessidades de cálcio na infância para crianças entre 1 e 3 anos se estimam em uns 500 mg diários. O cálcio é necessário para manter ossos fortes e saudáveis, sem esquecer que também faz parte da dentadura e que praticamente todas as células do corpo necessitam de cálcio para funcionar corretamente. 

Quando a criança não quer tomar leite (ou não pode tomá-lo) não é necessário se alarmar. Ainda que o leite seja uma fonte muito importante de cálcio, isso não significa que seja a única. O que se pode fazer? 

- Simplesmente com uma alteração na dieta se pode assegurar esse aporte sem a necessidade de incluir leite ou derivados lácteos, já que esses não são imprescindíveis. 

- Se a criança é intolerante à lactose, alguns derivados lácteos poderiam ser a solução ao aporte de cálcio. O leite de vaca poderia ser substituído por uma bebida a base de soja, cujo aporte de cálcio também é elevado. 

- Se a criança é alérgica à proteína da vaca, ou se simplesmente não gosta do leite nem dos lácteos devem ser incluídos alimentos na dieta que aportem quantidades suficientes de cálcio, além da Vitamina D para favorecer sua absorção. Por exemplo, as verduras de folha verde como o espinafre e as acelgas ou os brócolis, além dos peixes enlatados com sua própria espinha, como as sardinhas e as leguminosas. Também bebidas como o leite de amêndoas. A soja e seus derivados são também uma excelente fonte de cálcio, ainda que no caso da alergia à proteína de vaca pode produzir sensibilidade cruzada, já que suas proteínas têm cerca de 80% de semelhanças. 

- Por outro lado existem alimentos enriquecidos com cálcio, como pães, sucos ou cereais de café da manhã, e também suplementos, ainda que estes não devessem ser oferecidos sem recomendação do pediatra. Convém recordar que sempre é mais recomendável uma dieta saudável e equilibrada que acrescentem todos os minerais e vitaminas que o suplemento artificial

Carlota Reviriego

Nutricionista

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