Como entender as dores na gravidez

Muita coisa muda no corpo da futura mamãe, que deve se preparar para combater os incômodos

Aurora Vasconcelos

A gravidez é uma experiência inesquecível na vida de uma mulher. Existem aquelas que passam a gravidez numa espécie de “céu de brigadeiro”. Tudo é alegria e satisfação. Mas, existem também aquelas, que  apesar da felicidade que sentem em trazer ao mundo aquele serzinho especial, sofrem um pouco com  incômodos causados pela gestação.

Contudo, nada de fazer desses incômodos um bicho de sete cabeças. Existem várias formas de amenizar os problemas, e esperar a chegada da criança com tranquilidade curtindo cada acontecimento como um momento especial na vida de uma futura mamãe.

 


As dores não são obrigatórias


Dores nas costas, inchaço e dificuldades para dormir são alguns dos incômodos que atacam a gestante, assim como dores nos seios, no estômago, nas pernas e nas articulações. Os fatores que contribuem para o aparecimento delas são diversos, como o peso  e o preparo físico materno, o tamanho do bebê e o quanto a mulher engorda ao longo do pré-natal.

Embora sejam comuns, é bom ressaltar que elas não são obrigatórias. Muitos desses incômodos podem ser aliviados por massagens. 

Seja qual for a técnica escolhida é importante que a gestante converse com seu médico para que ele possa aconselhá-la. Para início de conversa, avisamos que as massagens são desaconselhadas nos três primeiros meses de gravidez assim como nos casos em que a grávida tenha hipertensão, problemas no coração ou nos rins. 

Não se deve massagear o abdome e deve-se evitar pressão na região sacral e nos tornozelos, pois a massagem nesses locais pode estimular pontos que levam à contração do útero. Abaixo, vamos mostrar às futuras mamães quais são os principais incômodos durante o período e como ela pode combatê-los.

 

 

São eles:


  • Dores na cabeça - O estresse e o cansaço podem causar dor e até uma enxaqueca. Essas dores podem surgir também em decorrência do menor uso de cafeína que promove vários benefícios à gestante, podendo causar a dor de cabeça em contrapartida.
  • Dores nos seios - Esse tipo de incômodo é comum nas primeiras semanas da gravidez. As mamas aumentam de tamanho pois estão se preparando para a amamentação. Podem surgir também ouras alterações como o escurecimento do mamilo e da auréola, bem como o aumento da vascularização local.
  • Dores pélvicas – É bastante comum por conta do crescimento e do enrijecimento do útero na gestação. Geralmente está relacionada com as contrações que a mulher tem durante a gravidez. As dores aumentam quando o bebê inicia a descida da parte superior para a parte inferior do útero.
  • Dores lombares- O incômodo é consequência do peso da barriga, conforme a gestação avança. Para sustentar o corpo, é natural que a mulher mude seu eixo, projete o tórax paraa frente e afaste as pernas, procurando uma nova posição para se equilibrar.
  • Dores na virilha e nas coxas – Aparecem por volta da 26ª semana e ocorro porque nessa fase o feto, o líquido amniótico e a placenta já somam um peso considerável sobre a pelve. Essa sobrecarga comprime os músculos e com eles vasos e nervos. A medida que a gestação avança, o peso fica ainda maior. A gestante pode lançar mão de cinta para gestantes e o médico pode prescrever analgésicos. 
  • Cólicas – Elas são normais e estão presentes  em todos os momentos da gravidez. Numa primeira fase, ela está ligada ao crescimento do útero e depois às contrações. Mesmo sendo consideradas normais devem ser sempre relatadas ao médico.
  • Dores de estômago - A cada dia que o bebê cresce sobra menos espaço dentro da futura mamãe, dando a impressão de estômago apertado. Nessa fase, o sistema digestivo fica mais lento. A consequência são a azia e o refluxo. Os médicos recomendam que a gestante coma pequenas quantidades em curtos intervalos de tempo, e que não se deite  logo após alimentar-se.