Coisas que as mães pensam, mas nunca dizem

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

'Ser mãe é a coisa mais maravilhosa do mundo’ é uma frase que já escutei algumas vezes, no entanto, sempre me soou um tanto cínica e hipócrita. Desde que engravidamos a gente escuta um número enorme de frases feitas sobre a maternidade, frases idílicas e cheias de pétalas de rosa que pouco tem a ver com a realidade. 

Existe uma grande hipocrisia em relação à maternidade. A realidade é que se adaptar à vida de ser mãe não é fácil, e às vezes pensamos coisas que não dizemos por medo de ser politicamente incorretas, por medo de sermos tachadas de mães ruins. 

O que pensam as mamães, mas não dizem

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A maternidade tem duas caras: uma cheia de satisfações, emoções, conquistas e um amor incomparável pelos seus filhos e outra cheia de dificuldades, frustrações e vontade de sair correndo. Esse é o lado ‘B’ da maternidade e essas são as coisas que às vezes as mães pensam, ainda que não as digam: 

1. Estou farta de ser uma boa mãe, quero fazer algo ruim! Um dia você se dá conta que a sua vida consiste em madrugar, levar as crianças à escola e depois pegá-las, ir ao trabalho e fazer os deveres, banhos, recados, contas, compras... Tarefas, tarefas e mais tarefas. E você daria tudo para sair uma noite inteira e passá-la dançando até o amanhecer, como quando não tinha filhos. 

2. Quando vi o meu filho não foi o momento mais maravilhoso: depois do parto você está esgotada e dolorida e é difícil que seja o momento mais maravilhoso do mundo. Também é muito provável que tenham comentado contigo, mas que você não sinta um amor incomparável pelo seu filho. Você sentirá um instinto de proteção tremendo, brutal, mas o amor irá chegando à medida que vá conhecendo seu filho e acabe se adaptando ao fato de ser mãe

3. Sou igualzinho à minha mãe: você já tinha jurado que não faria as mesmas coisas que  a sua mãe fez, nem diria as mesmas frases, mas certo dia você acaba repetindo a mesma coisa para os seus filhos e, ainda que tente evitá-lo não há escapatória. 

4. Não tenho nem idéia do que fazer: você não confessará, mas em muitas ocasiões não sabe por onde ir, o que fazer quando a criança se comporta mal, como solucionar alguns deveres de matemática ou se é melhor ir para o pronto socorro com o bebê ou esperar o pediatra. Improvisar se tornará uma constante. 

5. Não gosto de ir ao parque: pode parecer idílica a visão das crianças brincando nos balanços, enquanto você olha embasbacada, mas na realidade é que você tem que lidar com outras crianças que tentam bater no seu filho, com mães e pais que vêm com uma conversa chata e que você não suporta e que na maior parte do tempo você passa pensando em todas as tarefas que estão se acumulando em casa. 

6. Não posso com tudo: somos super-mamães, a gente fica grávida, damos a luz, temos quarentena, amamentamos, não dormimos, não temos tempo para a gente, trabalhamos todo o dia, mas nunca confessaremos que tudo isso às vezes nos enlouquece. 

7.  Sou um blefe: quando o estresse e a voragem do dia te leva a gritar com as crianças, e a dizer-lhes não a tudo, castigar-lhes por bobagem e não conseguir passar nenhum momento de qualidade com eles e você se sente a pior mãe do mundo. 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com