Mães no mundo: em que país é o melhor para ser mãe

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A organização humanitária Save The Children (Salve as crianças) publica todo ano o ranking dos melhores países para ser mãe. No topo continuam, como nos anos anteriores, os países nórdicos europeus, enquanto que os países da África Subsariana (ou Subsaariana) são os piores. A diferença entre os que tentam chegar ao mínimo e os que lutam em alcançar o máximo continua crescendo. 

Os melhores países para ser mãe

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Em função de fatores como o status econômico, de saúde, educativo e político das mães, e analisando o bem estar básico dos seus filhos e filhas, o 13º Informativo sobre o Estado Mundial das Mães chegou à conclusão que a Noruega, Finlândia, Islândia e Dinamarca são os melhores países para ser mãe. Assim, oito dos dez países que encabeçam o ranking se encontram na Europa, enquanto que oito dos dez piores para ser mãe se encontram na África Subsariana. 

Enquanto na Noruega uma mulher recebe em média 18 anos de educação e tem uma esperança de vida de 82 anos, 82% usa métodos contraceptivos e tão somente 1 de cada 175 mulheres está em risco de perder a um filho antes que ele cumpra os cinco anos, no Níger, a esperança de vida das mulheres é de 56 anos e recebem uma média de 4 anos de educação, somente 5% usam métodos contraceptivos e 1 em cada 7 crianças morrem antes de completar o seu quinto aniversário. A Espanha desceu 4 postos em relação ao ano passado e ocupa o 16º lugar.

Entrando em detalhes, a Somália é o último país de uma lista de 179 países analisados, abaixo de Mali, República Centro-Africana e República Democrática do Congo. O Brasil está no 77º lugar. Mas, o que realmente importa é como sair da parte de baixo dessa tabela e ver, sobretudo como melhorar em questões diretamente relacionadas com a saúde, a esperança de vida, assistência médica, o acesso a métodos contraceptivos e a erradicação da pobreza. No entanto, são os aspectos sociais os que estabelecem a diferença entre os primeiros classificados. Assim se mediu as possibilidades que as mães têm de terem acesso e permanecer no emprego, de participar nas decisões políticas ou de receber educação. 

A classificação sobre o bem estar das mães e os seus filhos tem duas caras dentro da mesma moeda. Por um lado, alcançar o mínimo, as necessidades básicas e por outro lugar chegar ao ideal. A alimentação é precisamente uma dessas necessidades básicas e a desnutrição continua sendo a causa subjacente de pelo menos um quinto da mortalidade materna, e é responsável por mais de 2,6 milhões de mortes infantis por ano, nos dez países que ocupam os últimos lugares do ranking, pois sete deles se encontram em meio a uma crise alimentar. 

De acordo com o informativo, uma correta nutrição durante os primeiros anos (1.000 primeiros dias) desde o início da gravidez é essencial tanto para mães como para filhos. Desde que o Save The Children lançou a mensagem que existem 6 medidas essenciais para que atuem como salva-vidas nesses primeiros 1.000 dias e que podem chegar a qualquer mãe do mundo: aleitamento materno, alimentação suplementar, Vitamina A, ferro, zinco e bons hábitos de higiene. Somente o aleitamento materno poderia salvar a vida de um milhão de crianças por ano, no entanto menos de 40% dos meninos e meninas em países em desenvolvimento se beneficiam do aleitamento materno exclusivo por falta de programas específicos que promovam essa prática. 

Marisol Nuevo

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