O que dizer às crianças quando perguntam sobre a morte

Vilma Medina

Vilma Medina

Ainda que saibamos que a morte, assim como a vida, ocorra a todo instante, não podemos falar deste tema dessa forma muito menos com as crianças. Preferimos, obviamente, falar da vida e do importante que é saber vivê-la e desfrutá-la. 

No entanto, existem circunstâncias como a morte de algum familiar, de alguém próximo, ou de celebrações como o Dia de Finados, que às vezes nos obrigam a isso. E a gente se pergunta: Como fazê-lo?

Como falar da morte com as crianças

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A primeira vez que minha filha me perguntou sobre a morte foi quando sua tartaruga, em certa manhã, apareceu morta no aquário. Ela se deu conta de que sua pequena mascote não se movia e me perguntou o que estava acontecendo com ela. Surpreendida, eu disse à minha filha que provavelmente a tartaruga estava doente e que enquanto ela estivesse na escolinha eu a levaria ao veterinário. Eu já sabia que a tartaruga estava morta, mas o que eu não queria era ter que explicar para a minha pequena o que era a morte. 

Quando ela chegou a casa e não viu a sua tartaruguinha ela me perguntou o que tinha acontecido. Eu disse a ela que sua tartaruga tinha partido para sempre. Que tinha um ‘dodói’ tão grande que não pôde com ele e acabou morrendo. Não sei explicar como foi a sua reação. Não acredito que ela tenha sentido dor pela morte da sua tartaruga. Simplesmente me disse que já não queria mais tartarugas, que agora gostaria de ter um cachorrinho. Será que ela tinha pensado que a tartaruga tinha ido embora por vontade própria? Minha filha tinha apenas 5 aninhos.

A morte é um tema que, de maneira geral, a gente não gosta de falar com os filhos, especialmente quando são ainda bem pequeninos. Mentiras do tipo ‘ele foi para o céu’ ou ‘ele foi para uma viagem muito longa’, muitas vezes confunde a criança, ao invés de fazê-la entender realmente de que se tratasse da morte. A morte é um fim e ponto, não algo temporal nem reversível. Pelo menos é isso que sabemos. Afinal é muito difícil explicar o que não sabemos nem conhecemos. Os mortos não falam nem contam nada sobre a morte. Podemos e devemos falar com as crianças sobre tudo. 

Para os temas tão delicados como a morte, acredito que deveríamos estar sempre abertos à comunicação com nossos filhos, escutá-los, compreendê-los e respeitar os seus sentimentos. Quanto mais sinceros sejamos com eles, maior capacidade de entendimento eles terão. É importante também que usemos de uma linguagem muito tranquila e simples e que seja apropriada à idade de cada criança, ainda que nem sempre as palavras consigam dizer tudo. A forma e a atitude com que a gente deve abordar o tema dirão muito mais para as crianças. E não ficarão dúvidas. 

Vilma Medina

Diretora de GuiaInfantil.com

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