Alopécia: queda de cabelo nos bebés e crianças

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A queda de cabelos nas crianças.  A criança tem alopécia quando tem perda de cabelo. Diz-se placa alopécica, quando é somente uma região bem específica do cabelo que carece de cabelo. Informações sobre a queda de cabelo em meninos e meninas.

O termo alopécia, define a diminuição ou perda do cabelo, localizada ou generalizada, temporal ou definitiva de qualquer tipo ou origem. Para um entendimento adequado das alopécias, é necessário conhecer que o crescimento do cabelo é cíclico. O cabelo apresenta um ciclo de crescimento com três fases: a anágena (crescimento), a catágena (regressão) e a telógena (repouso). Ao final desse processo, o pêlo na fase telógena é expelido , surgindo um outro folículo piloso para substituí-lo.

Uma pessoa perde, em geral, de 100 a 150 fios por dia, e cresce 0,35mm a cada 24 horas. Felizmente, cada um dos fios tem seu próprio ciclo; caso contrário, todos eles cairiam ao mesmo tempo. Em geral, o ciclo do cabelo programado geneticamente resulta numa troca de todos os fios num período de 3 a 5 anos, variando de pessoa para pessoa.

As alopécias representam entre 3% e 8% das primeiras consultas dermatológicas. O paciente mais comum é um homem jovem que consulta por alopécia androgenética (calvície comum). Existem diversas classificações das alopécias, mas desde um ponto de vista prognóstico vamos distinguir dois tipos básicos: cicatriciais (portanto irreversíveis) e não cicatriciais (potencialmente reversíveis). Em ambas se produz um desprendimento do cabelo a nível do folículo, mas no primeiro caso, existe uma destruição deste que o torna irrecuperável e no caso das não cicatriciais, o folículo não se destrói, sofre mudanças funcionais que poderiam ser recuperáveis.

Causas da queda de cabelo das crianças

A criança tem muitas origens: psíquica, vício (de arrancar os cabelos), fungos, cicatriz na área do cabelo, etc.

Veja abaixo algumas origens mais pormenorizadas:

• Congênita: ligada a fatores hereditários, com ausência total ou parcial desde o nascimento.

• Traumática: que tem origem em contusões ou lesões do couro cabeludo.

• Neurótica: também chamada de tricotilomania, onde o indivíduo "arranca" mechas de cabelos conscientemente ou não.

• Secundária: que aparece após algum distúrbio interno dos órgãos, doenças, infecções, medicamentos como a quimioterapia.

• Seborréica: a dermatite seborrêica do couro cabeludo é um distúrbio muito comum, onde pode ser observado escamação, coceira e eritema. Contudo, é uma doença que raramente determina uma redução significativa dos cabelos.

• Eflúvio: também chamada de deflúvio, é a causa mais comum de perda de cabelos entre as mulheres. Consiste na quebra harmoniosa do ciclo de vida capilar, tendo várias causas. Normalmente, responde bem aos tratamentos médicos.

• Androgenético: é a causa mais frequente de alopecia entre homens, mas também afeta mulheres. Começa a se manifestar entre a puberdade e vida adulta, tendo vários graus. Como o próprio nome diz, é uma associação de fatores genéticos com o hormônio sexual masculino, a testosterona.

• Emocional: relacionada especialmente a fatores emocionais, a alopecia areata é caracterizada pela perda rápida, parcial ou total de pêlos em uma ou mais áreas do couro cabeludo ou ainda em áreas como barba, sobrancelhas, púbis, etc. O renascimento dos pêlos pode ocorrer espontaneamente em alguns meses. Em alguns casos a doença progride, podendo atingir todo o couro cabeludo (alopecia total) ou todo o corpo (alopecia universal).

• Bioquimica: pessoas alegicas a glutem do trigo e a lactose ou caseina do leite de vaca sao os mais propensos a terem calvície. Essa condição de alergia se manifesta em outros sintomas, porém poouco relacionada a isso.


Tratamento da queda de cabelo nos meninos e meninas

Deve ser levado ao conhecimento de um dermatologista especializado.