Candidíase

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Uma infecção na boca. Candidíase provoca lesões na boca pela infecção da mucosa bucal. A candidíase é uma infecção que afeta a mucosa bucal (muguet), aparecendo lesões embranquecidas  parecidas a grãos de sêmola. Também pode afetar a zona das fraldas. Na boca é popularmente chamadada no Brasil de "sapinho", acometendo principalmente crianças.

Causas da candidíase em crianças e bebês

A candidíase é causada por um fungo chamado Candida albicans. A Candida albicans está entre os muitos organismos que vivem na boca e no sistema digestivo humano. Sob circunstâncias normais, a Candida albicans pode ser encontrada em 80% da população humana sem que isso implique em quaisquer efeitos prejudiciais a sua saúde, embora o excesso resulte em candidiase.

Quando a resistência à infecção é baixa, o fungo pode crescer, levando a que apresentem lesões na boca e na língua.

O fungo Candida albicans, que é muito propagado na natureza, pode alojar-se nos bicos das mamadeiras e contagiar o bebê. Outra forma de contágio pode ser durante a passagem do bebê pelo canal do parto, se a mãe sofre de uma vaginite candidiásica.

Circunstâncias que podem reduzir a resistência à infecção e aumentar as probabilidades de desenvolver candidíase bucal

- Tomar antibióticos ou usar medicamentos esteróides. 

- Ter infecção pelo HIV ou AIDS. 

- Receber quimioterapia para o câncer ou medicamentos imunosupressores depois de um transplante de um órgão. 
Sofrer de diabete. 

- A candidíase bucal se observa comumente em bebês e não se considera anormal neles, a menos que dure por mais de duas semanas. A Candida albicans também pode causar infecção por leveduras na vagina das meninas.

Tratamento da candidíase em crianças e bebês

No caso de que a mãe sofra de vaginite candidiásica, a criança deve ser tratada imediatamente depois do nascimento com um antimicótico. As lesões da boca e do bumbum desaparecem, em geral, com soluções de violeta genciana.

A candidíase bucal em bebês pode ser dolorosa, mas raramente é grave. Devido à doença, pode interferir no processo de alimentação e, se não se resolve espontaneamente em duas semanas, deve-se consultar ao pediatra.