Riscos para crianças e bebês diabéticos

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

As crianças e bebês diabéticos têm menos capacidade de combater as infecções. Para que a doença esteja bem controlada pela família, é necessário que a criança torne-se responsável pelo seu cuidado também. Na escola, a criança diabética deve ser tratada de igual maneira que as outras crianças. Pode ser responsável pelo seu lanche, desde que conheça e se responsabilize pela sua dieta. Pais e professores devem estreitar sua relação nesse sentido.

É importante que a criança com diabetes não se sinta especial, nem fique à margem, nem utilize do diabetes como desculpa para não fazer o que tem que ser feito. Devem aprender a tomar decisões cada dia sobre seu estado de saúde, a comida, a injeção de insulina, a dose a tomar, etc.

Riscos das crianças e bebês diabéticos

Quando a glicose aumenta, as crianças sentem mais sede. Quando diminui, as crianças sentem tremores, sudoração fria, taquicardia, e falta de resposta aos estímulos. Essa variação, em alguns casos, pode levar a criança ao coma.

O diabetes diminui a capacidade do organismo para combater infecções e cicatrizar feridas, por isso as infecções duram mais tempo e as feridas demoram para sarar. Os diabéticos têm mais probabilidades de ter problemas com os pés, doenças do coração e os rins, e um tipo de doença nas gengivas, que pode ocasionar a perda dental. O diabetes também pode produzir cegueira se não for tratado.

Uma pesquisa realizada em nome da Associação Norteamericana de Diabetes, determinou que 68% dos diabéticos não sabiam que corriam um alto risco de sofrerem doenças cardiovasculares e ataques cerebrais. Mesmo quando se controlam os níveis de açúcar no sangue, o diabetes aumenta o risco de sofrer uma doença do coração e um ataque cerebral. Parte do motivo é que o diabetes afeta os níveis de colesterol e triglicérides. Em geral, os diabéticos também sofrem de pressão arterial alta, o qual aumenta o risco ainda mais.

É importante que os diabéticos realizem exames periódicos, controlem seu peso e colesterol, sigam um programa de exercício físico, reduzam a pressão arterial se for elevada, e não fumem.