Como conciliar filhos e casamento

Como conciliar filhos, casa, casamento, trabalho e tudo o demais

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O que acontece hoje nas famílias? Muitas estão se separando e outras, simplesmente se aguentam e sobrevivem. E nós nos perguntamos o porque isso está ocorrendo. Quais são as causas? Alguns casais atribuem à perda da convivência, outros às muitas horas de trabalho, ao distanciamento, e outras ainda, à responsabilidade e compromissos com os filhos. Não se pode generalizar o assunto. Cada família é única e o única coisa que podemos buscar, é fazê-los refletir sobre o tema, criando inquietações e vontade de viver o melhor do seu casamento.

A família: filhos e o casal

Como conciliar filhos e casamento

A família surge da consolidação de um casal. Primeiro,os jovens se conhecem e se apaixonam. Nesse período, eles se comunicam, falam dos seus projetos, inquietações, idéias e ideais, dos seus desejos mais profundos, e também dos seus medos. Um dia decidem casar-se e constituir uma família. A saúde do casal, ou seja, sua forma de viver, será o que determinará sempre o bem estar da família, e dos filhos. Se o casal se desestabiliza, isso refletirá em toda a família.

Cedo ou tarde, as dificuldades aparecerão. Em muitos casos, depois da chegada dos filhos essas dificuldades aumentam por diversos motivos:

- O aumento de responsabilidades. Adquirimos a responsabilidade de um filho até que ele possa se responsabilizar por si mesmo. 

- A exaltação da maternidade. A mulher deixa de ser esposa e pessoa e se torna apenas em mãe; o pai pode sentir-se deslocado.

- Coincidência do momento da maternidade com o momento do desenvolvimento profissional. Exige que nos foquemos mais no trabalho.

- Diferentes critérios educativos. A mãe e o pai não conciliam esses critérios e isso acaba provocando brigas ou o distanciamento do casal. Os pais não devem tirar a autoridade um do outro. Uma decisão em relação ao filho deve ser de comum acordo.

- Menos tempo para o casal. Os filhos, muitas vezes requerem mais atenção do que o normal, e isso faz com que o casal tenha menos tempo para estar juntos.

- Problemas econômicos. Ainda que os filhos não são o único desafio na relação entre os casais, também influenciam os problemas econômicos, as famílias políticas, muito trabalho fora de casa, o desejo de muitos pais em alcançar melhores postos no trabalho, melhores salários, etc. Além disso as dificuldades com a chegada de crises financeiras também influi negativamente na relação do casal, se entre eles não houver afinidade e compreensão. 

A comunicação faz a diferença

Tudo isso nos faz refletir. Seria conveniente que pensássemos em casais especiais, o que eles têm de diferente? Segundo alguns estudos, uma das diferenças mais importantes entre esses casais e os demais, é a profundidade na sua comunicação. Com o tempo, o diálogo do casal vai enfraquecendo e empobrecendo. Não se pode ignorar que somos pessoas diferentes, com necessidades distintas, inquietações, desejos, e medos. Custa-nos reconhecer e aceitar o outro como ele é. Diante dessas dificuldades, muitas vezes nos calamos e aí é onde começa a deterioração do diálogo. Uma coisa está clara: um casal, por mais tempo de convivência que tenha, nunca deixa de se conhecer.

Uma profunda relação depende de:

- Uma maior profundidade na comunicação.

- Uma maior necessidade de melhorar nossa capacidade para escutar. E de nos colocarmos no lugar do outro. 

- Uma melhor linguagem NÂO verbal. As ações dizem muito mais que as palavras.

Algum dia nossos filhos terão sua própria família e encontrarão desafios parecidos com os que enfrentamos hoje. É necessário refletir e perguntar ao casal: Pudemos ensiná-los ou transmití-los como resolver seus problemas de casal? Nós os preparamos para superar suas dificuldades? A resposta estará no seio familiar de hoje, no exemplo que damos no dia-a-dia. Por isso, não podemos nos conformar em sermos um casal medíocre. O bem estar de um casal é uma construção diária, e dos DOIS.

Fonte consultada:
- Conferência Como viver com seus filhos e que seu casamento não morrer tentando, Susana Pradera e José Luis Mata, da Associação Encontro Matrimonial.