Sintomas da síndrome de Asperger

Um diagnóstico preciso e seguro do Asperger

Como sempre afirmamos, cada criança é um mundo e não se pode generalizar. Menos ainda nos casos de Asperger. Um diagnóstico preciso e seguro só poderá ser dado por um  médico especialista, assim como o devido tratamento.

No entanto, existem algumas características que podem ser observadas pelos pais quando seus filhos tenham entre 2 e 7 anos de idade. Normalmente, uma criança com Asperger pode apresentar algumas características com maior frequência. Aqui, apresentamos algumas:

1- Habilidades sociais e controle emocional

Síntomas do Asperger

- Não desfruta normalmente do contato social. Relaciona-se melhor com adultos que com crianças da mesma idade. Não se interessa pelos esportes. 

- Tem problemas de brincar com outras crianças. Não entende as regras implícitas do jogo. Quer impor suas próprias regras, e ganhar sempre. Talvez por isso prefira brincar sozinho. 

- Custa-lhe sair de casa. Não gosta de ir ao colégio e apresenta conflitos com seus companheiros.

- Custa-lhe identificar seus sentimentos e os dos demais. Apresenta mais birras que o normal. Chora com facilidade por tudo. 

- Tem dificuldades para entender as intenções dos demais. É ingênuo. Não tem malícia. É sincero.

2- Habilidades de comunicação

- Não pode olhar nos olhos quando fala contigo. Crê em tudo aquilo que lhes dizem e não entende as ironias. Interessa-se pouco pelo que dizem os outros. Custa-lhes entender uma conversa longa, e muda de tema quando está confusa.

- Fala muito, em tom alto e peculiar, e usa uma linguagem pedante, extremamente formal e com um extenso vocabulário. Inventa palavras ou expressões idiossincrásicas.

- Em certas ocasiões, parece estar ausente, absorto em seus pensamentos.

3- Habilidades de compreensão

- Sente dificuldade em entender o contexto amplo de um problema. Custa-lhe entender uma pergunta complexa e demora para responder. 

- Com frequência não compreende uma crítica ou um castigo. Assim como não entende que ele deve portar-se com distintas formas, segundo uma situação social. 

- Tem uma memória excepcional para recordar dados e datas. 

- Tem interesse especial pela matemática e as ciências em geral.

- Aprende a ler sozinho ainda bem pequenos. 

- Demonstra escassa imaginação e criatividade, por exemplo, para brincar com bonecos.

- Tem um senso de humor peculiar.

4- Interesses específicos

- Quando algum tema em particular o fascina, ocupa a maior parte do seu tempo livre em pensar, falar ou escrever sobre o assunto, sem importar-se com a opinião dos demais. 

- Repete compulsivamente certas ações ou pensamentos para sentir-se seguro.

- Gosta da rotina. Não tolera as mudanças imprevistas. Tem rituais elaborados que devem ser cumpridos.

5- Habilidades de movimento

- Possui uma pobre coordenação motora. Corre num ritmo estranho, e não tem facilidade para agarrar uma bola.

- Custa-lhe vestir-se, desabotoar os botões ou fazer laço nos cordões do tênis.

6- Outras características

- Medo, angústia devido a sons como os de um aparelho elétrico.

- Rápidas coceiras sobre a pele ou sobre a cabeça.

- Tendência a agitar-se ou contorcer-se quando está excitado ou angustiado. 

- Falta de sensibilidade a níveis baixos de dor. 

- São tardios em adquirir a fala, em alguns casos. 

- Gestos, espasmos ou tiques faciais não usuais. 

  • Diferenças entre a síndrome de Asperger e Autismo
    Diferenças entre a síndrome de Asperger e Autismo

    Conheça as diferenças entre a síndrome de Asperger e o Autismo. Considera-se que a Síndrome de Asperger é um transtorno dentro do Autismo, pelo qual se denomina em muitas ocasiões Autistas de Alto Rendimento, aos que sofrem dessa síndrome.

    • Sintomas da síndrome de Asperger
      Sintomas da síndrome de Asperger

      Um diagnóstico preciso e seguro do Asperger. Como sempre afirmamos, cada criança é um mundo e não se pode generalizar. Menos ainda nos casos de Asperger. Um diagnóstico preciso e seguro só poderá ser dado por um  médico especialista, assim como o devido tratamento.

111 comentários

  • A
    Andre

    25/02/2016 16:39

    Boa tarde Nara. Tenho um filho de 4 anos que ainda não tem diagnóstico fechado, mas acho que ele possa ter Asperger. Gostei muito do seu comentário, embora já faça um tempo que o tenha feito. Gostaria de mais noticias da sua filha, sobre o desenvolvimento dela neste periodo. Algo de diferente que você tenha feito que a tenha ajudado. Muito obrigado

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  • M
    Milton

    10/02/2016 23:52

    olá, tenho um filho de 9 anos que foi diagnosticado com asperger a uns dois anos. Tivemos problemas com ele desde que tinha 3 anos. Mas mesmo com o diagnostico, as vezes pinta algumas duvidas. O profissional que vai poder lhe ajudar será um bom psicologo em conjunto com um psiquiatra. Mas toda a ajuda sempre é bem vinda. E mais, nunca é tarde na vida para sermos felizes, e encontrar soluções e novos rumos em nossa vida. Siga em frente, de cabeça erguida, não se culpando achando que cometeu algum erro. Se o que você fez por sua filha até agora foi pensando no bem dela, isso é o que importa. Procure ajuda em algum setor social da prefeitura de sua cidade. aqui nos conseguimos um grande progresso em uma clinica da prefeitura, que foi onde nosso filho foi diagnosticado. E mais, na escola conseguimos que nosso filho tivesse uma professora extra na sala, com formação para lhe dar com o caso e pudesse acompanhar nosso filho. Fique com Deus.

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  • f
    fernandac.campos1

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    05/10/2013 18:32

    Eu me identifico muito com vc. Sempre notei que meu filho era diferente, só que todos os profissionais de saude diziam que eu é que tinha problemas. Sempre tive problemas com ele na escola, somente agora é que parece que os coleguinhas do meu filho estão compreendendo ele. Mas as professoras não tem nenhuma especialização pra lidar com esses problemas. Só te digo que tenha força e fé. Só vc pode mudar essa história e ainda bem que vc descobriu a tempo. Nós podemos ajudá-los a superar tudo isso...

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  • j
    jocelia damaceno santos

    11/05/2013 18:40

    Tenho eu filho de 4 anos ele tem sindrome de aspergi ele nao gosta de brincar com criancas da mesma idade dele so com adultos tem atraso na linguagem,nao gosta qeu toquem neile. Mas ele e muito inteligente,ele ja sabe contar em ingles ate 10 s
    Sabe todas as formas numeros e escrever com ajuda de Deus.

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  • R
    Reginascil

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    09/05/2013 01:25

    Olá. Tenho uma filha de 18 anos e ela sempre foi diferente. Eu não tinha conhecimento dessa síndrome, mas agora que li, cheguei a conclusão que ela não tem um ou dois sintomas, ela tem ou teve praticamente todos...E agora? O que posso fazer?
    Me incomoda o fato de ela não ter uma vida social, sair com amigos, namorar, só fica dentro do quarto estudando, estudando...É inocente, segue rotina, as vezes parece estar no mundo da lua, só gosta de estudar Química/física, tem o QI de 141 e até a falta de sensibilidade a dores...Entre vários outros sintomas, e agora?? Fico me perguntando se ela é feliz

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  • C
    Claudia Muniz Camacho

    30/04/2013 17:44

    Olá, meu nome é Claudia e tenho um irmão que tem 29 anos e tem praticamente todos os sintomas da SA. Gostaria de receber orientações de pessoas que já tiveram diagnóstico de parentes com esta síndrome, qual médico devemos procurar para confirmarmos se ele é portador da SA.
    Desde já agradeço.

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  • N
    Nara Rejane Marques de Vargas

    26/04/2013 00:24

    Boa noite, sou Advogada e tenho uma filha com 10 anos que tem Síndrome de Asperger. Fazendo uma pesquisa sobre o tema, pois estou escrevendo um Artigo Científico para conclusão de um Pós, cheguei a este site e pude observar alguns comentários, então decidi compartilhar um pouco da minha experiência. Pois bem, a minha filha foi diagnosticada aos 3 anos e meio. Quando tinha em torno de 1 ano e 09 meses achei que era autista, mas descartei a possibilidade porque ela interagia com os adultos e também porque já lia. Contudo, na maior parte do tempo se isolava e falava muito, tudo o que ela lia ela falava de forma desordenada. Também tinha o hábito de falar na terceira pessoa, não olhava nos olhos e não gostava que pegassem ela ou a tocassem, somente ela podia tocar as pessoas, inclusive eu. Diante disso, ainda sem diagnóstico, nós começamos a incentivá-la na troca de carinhos: beijos, abraços. Foi muito difícil chegar a um profissional para o diagnóstico, porque essa Síndrome ainda é desconhecida, inclusive para os médicos. Foi muito difícil, toda a adaptação: às pessoas, à escola e à sociedade, porque há muito preconceito. Hoje, após longas batalhas e conquistas, a minha filha tem uma vida normal, continua falante, mantém pouco contato nos olhos, mas é: extrovertida, gosta de dançar e cantar; faz balé; natação; tem vários amigos; adora ir para a escola (está no quinto ano em escola regular); todas as semanas realiza festa do \"pijama em casa\" com várias amigas; entende e compreende muito bem as ironias das pessoas e sente quando é deixada de lado; muito carinhosa, adora ficar horas e horas contando estórias e também inventando para toda a família; é ótima em Português (interpreta qualquer tipo de texto), Língua Estrangeira (Inglês e Espanhol), História, Geografia, Ciências, mas não é muito boa em matemática; participa ativamente em sala de aula, bem como das peças de teatro da sua turma; tem uma memória incrível; é devoradora de livros, revistas e jornais; tem várias áreas de interesse; enfim ela é ótima em tudo o que faz, tem muita coisa que ela tem que melhorar ainda, mas eu não tenho duvida que ela vai conseguir. Atualmente ela realiza apenas sessões com a Psicóloga e frequenta a sala Multifuncional do Estado em Tramandaí. Eu sempre incentivei a minha filha em tudo, sempre dei a ela a oportunidade de crescer e escolher por si só. Nunca aceitei os limites que a Neurologista me impôs, sempre acreditei na capacidade interior dela, na força que ela me transmitia, porque o portador desta Síndrome não se resume simplesmente em um manual, ele é um ser humano, tem sentimentos, ele quer ter amigos, ele quer se sentir amado, só não sabe como fazê-lo. E é isso que eu faço diariamente com a minha filha desde quando era bem pequenina, eu a ensino como se comportar à mesa; como se reportar a uma pessoa ou como deve se arrumar, ou falar em público, ou a entender certas expressões faciais, tudo o que é possível ensinar a alguém. A minha intenção ao partilhar um pouco da minha vida com vocês, é de mostrar que com muita insistência (todos os dias) eu consegui proporcionar para a minha filha uma boa qualidade de vida, e que o diagnóstico da Síndrome de Asperger não é um bicho de sete cabeças.

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    • A
      Andre

      25/02/2016 16:39

      Boa tarde Nara. Tenho um filho de 4 anos que ainda não tem diagnóstico fechado, mas acho que ele possa ter Asperger. Gostei muito do seu comentário, embora já faça um tempo que o tenha feito. Gostaria de mais noticias da sua filha, sobre o desenvolvimento dela neste periodo. Algo de diferente que você tenha feito que a tenha ajudado. Muito obrigado

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  • m
    maiara silva teixeira

    21/04/2013 02:11

    conheço uma criança com alguns desses sintomas mas è dificil saber se è ou nao .

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  • G
    Gilmara Conceição Silva

    17/04/2013 04:51

    Meu filho hoje tem 18 anos,lutei por 15 anos indo em psicólogos,psiquiatras,neurologista,fonoaudiólogos e ninguém conseguiu me dar nenhum diagnóstico,só diziam que eu deveria colocá-lo pra fazer mais atividades,hoje descobri que ele tem SA e compreendi muita coisa,e acho que foi má vontade dos médicos,porque não pesquisaram melhor,existem pessoa mal compreendidas pela falta deste diagnóstico e isso é muito injusto,inclusive eu já achei muitas vezes que era má vontade de meu filho e briguei muitas vezes com ele pois os médicos diziam que ele não tinha nada,só era um pouco diferente,isso agora vai mudar!

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  • E
    Emanuela

    11/04/2013 03:13

    Eu tenho um filho de 6 anos,e acabei por descobrir que ele sofre de síndrome de Asperger.Porém na escola ele sofre muito preconceito até mesmo das professoras,eu parei minha vida para dar atenção apenas pra ele.Tá sendo muito difícil eu não sei se vou suportar!ele é filho único,pois tenho medo de ter outros filhos e ele sofrer com isso.

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