Diagnóstico e tratamento do Asperger

Quando e como se pode diagnosticar o Asperger infantil

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Por ser um transtorno reconhecido recentemente pela comunidade médica, é lógico que a Síndrome de Asperger seja ainda desconhecida para a população em geral e inclusive pela comunidade científica. Por esta razão, muitos casos não estão diagnosticados ou recebem um diagnóstico equivocado. No entanto, é importante estabelecer um diagnóstico o mais cedo possível para poder realizar um tratamento adequado e não piorar a situação, o que significaria um quadro de baixa auto-estima, fracasso escolar, depressão, para o doente.

Critérios diagnósticos para o Asperger

Diagnóstico do Asperger na infancia

A maioria dos casos de Síndrome de Asperger são diagnosticados na idade de 7 anos ou mais tarde. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, os critérios diagnósticos se baseiam em algumas pautas:

1. Nas dificuldades qualitativas de interação social;

2. Padrões de comportamento, interesse e atividades restritas, repetitiva e estereotipados que manifestam; 

3. Deficiência clinicamente significativa na área social, ocupacional e em outras áreas importantes do desenvolvimento; 

4. Atraso clínico significativo na linguagem;

5. Atraso clínicamente significativo para sua idade cronológica, no desenvolvimento cognitivo, de habilidades de auto-ajuda e adaptação, ou de curiosidade pelo ambiente que o cerca.

6. Não se cumprem os critérios de outro transtorno generalizado de desenvolvimento, ou de esquizofrenia..

E o tratamento da Síndrome de Asperger?

Um plano de tratamento só pode se estabelecer quando existe um trabalho conjunto entre pais, educadores e médicos. No entanto, deve-se considerar algumas regras de proteção para uma criança com Síndrome de Asperger, e que necessitam que sejam cumpridas:

1. Não gostam que lhes interrompam sua rotina. Devem ser previamente preparados se tiverem que aplicar alguma mudança na sua vida. 

2. Deve-se aplicar as regras com muito cuidado e com certa flexibilidade. 

3. Os professores devem aproveitar ao máximo as áreas que despertem o interesse da criança, e tentar que os ensinos sejam concretos e objetivos. 

4. Pode-se recompensar com atividades que interessem à criança quando ele tenha realizado alguma tarefa de forma satisfatória.
 
5. Utilizar as ferramentas visuais na educação dessas crianças porque podem responder muito bem às mesmas. 

6. Evitar o confronto. Eles não entendem regras rígidas de autoridade ou irritação. Podem tornar-se inflexíveis e teimosos.
 
7. Devem estimulá-los para que tenham amigos, melhorando sua participação em grupo, e reforçando aos companheiros que também o estimulem a participar.

Normalmente, a medicação está contra-indicada no processo de tratamento. No entanto, em situações concretas, como os estados de ansiedade, depressão ou de falta de atenção, pode ser utilizada, desde quando seja com a orientação restrita do médico.