Dizer a verdade ao filho adotado

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Os especialistas recomendam que sejam os pais que informem à criança a verdade da adoção. Os pais de uma criança adotada se perguntam se devem dizer à criança que ele ou ela é adotada, e como e quando fazê-lo. Eles também desejam saber se existem problemas especiais para seu filho. Os psiquiatras de crianças e adolescentes recomendam que sejam os pais os que informem à criança a respeito da adoção. Muitos especialistas opinam que devem informar à criança quando pequenas. Este enfoque dá à criança, de pouca idade, a oportunidade de poder aceitar a idéia e integrar-se ao conceito de “haver sido adotada”. Outros especialistas crêem que fazer esta revelação à criança de pouca idade, pode confundí-la, já que esta não pode entender a informação. Esses especialistas recomendam que se espere até que a criança seja maior.

A adoção não é má nem tão pouco vergonhosa

Em ambos os casos, as crianças devem inteirar-se sobre sua adoção da boca de seus pais adotivos. Isto ajuda a que a mensagem da adoção seja positiva e permite que a criança confie em seus pais. Se a criança descobre sobre a adoção, intencional ou acidentalmente, da boca de outra pessoa que não seja a dos seus pais, pode ver a adoção com má ou vergonhosa, já que se manteve em segredo.

As crianças adotadas irão querer falar acerca de sua adoção e os pais devem estimular este processo. Nas livrarias existem excelentes livros de contos que podem ajudar aos pais a explicar à criança sobre sua adoção.

Reação do filho adotado diante da verdade

As crianças reagem de maneira diferente ao inteirar-se de que são adotados. Suas emoções e reações dependem de sua idade e do seu nível de maturidade. A criança pode negar-se a aceitar que foi adotada e pode criar fantasias sobre a adoção. Frequentemente, as crianaçs adotadas se apegam à crença de que os deram porque eram maus ou podem crer que foram sequestrados. Se os pais falam com franqueza sobre a adoção e a apresentam de maneira positiva, é menos provável que se desenvolvam essas preocupações.

Todos os adolescentes passam por uma fase de luta pela sua identidade, perguntando-se a si mesmos como eles “encaixam” com sua família, com seus companheiros e com o resto do mundo. É razoável que o adolescente adotado tenha um interesse sobre seus pais naturais durante esta etapa. Esta curiosidade expressada é comum e não quer dizer que ele ou ela está rejeitando os pais adotivos. Alguns adolescentes podem desejar conhecer a identidade de seus pais naturais. Os pais adotivos podem responder-lhes que é correto e natural ter esse desejo. Aos adolescentes que questionam a respeito, deve-se dar, com tato e mediante uma conversa, apoio sobre a informação sobre sua família natural.

Problemas emocionais

A criança adotada pode desenvolver problemas emocionais e de comportamento. Estes problemas podem ser resultado, ou não, das inseguranças e assuntos relacionados com o “haver sido adotado”. Se os pais têm inquietudes, eles devem buscar ajuda profissional. Um psiquiatra de crianças e adolescentes pode ajudar a criança e aos pais adotivos a determinar se necessitam ou não de ajuda.