O tic nervoso na infância

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Os tics podem ser uma forma da criança liberar tensões. Se seu filho tem desenvolvido um tic nervoso, não se desespere. A princípio, um tic nervoso pode desaparecer com o tempo sem maior importância, e não corresponde a nenhuma enfermidade nem problema. Pode ser apenas uma forma que a criança encontre para liberar uma tensão. O que se deve ter é paciência.

Segundo Melánie Klein, de saludmental.cl, um tic nervoso nada mais é que a repentina, dominante e involuntária prática, a intervalos irregulares, mas relacionados, de movimentos simples, isolados ou unidos, que, objetivamente, pareceriam tender a um objetivo concreto. Ela diz que sua realização vai precedida, com frequência, de uma necessidade que, se reprimida, produz mal-estar. A vontade e a distração podem suspendê-las, assim como podem desaparecer ao dormir. 

Um tic não é um mal costume

Os constantes pestanejar, caretas, tosse nervosa, estalos de língua, estalar de dedos ou o levantar de sobrancelhas são tics nervosos que preocupam a muitos pais porque pensam que seus filhos o fazem de pirraça ou porque querem. E não é assim. Um tic não é um mal costume. É um ato compulsivo que provavelmente ajuda as crianças a liberarem suas tensões. E tanto podem aparecer inesperadamente como desaparecer igualmente.

O que os pais devem preocupar-se é se a criança sofre com seu tic nervoso. Se este hábito o está molestando ou prejudicando. Neste caso, convém consultar ao pediatra. Mas nos demais casos em que as crianças não se sentem molestadas, o caso é não falar todas as horas sobre o tema com eles, e esperar com paciência que isso passe. A duração de um tic é variável. Pode durar de um mês até mais de um ano. O mais comum é um pestanejar ou um movimento facial, ainda que também podem ver-se afetados toda a cabeça, o tronco ou as extremidades.