Chupar os dedos

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

É mais aconselhável agir sem pressões e sem muita exigência. O chupar o dedo, seja da mão ou do pé, é um reflexo primário que às vezes se mantém por duas razões. Uma diz sobre a relação com que a criança simplesmente fica acostumada ao prazer que produz e a relaxa. Por exemplo, o hábito de chupar os dedos como um apoio na hora de conciliar o sono.

Outra razão se refere a situações em que pode haver alguma dificuldade no desenvolvimento psicomotor das crianças, devido uma fraca estimulação. Isso se manifestará através de um hábito, de uma ação repetitiva. Geralmente, esse tipo de conduta permanece mais pela primeira razão mencionada, com a qual se requer inteligência e criatividade por parte dos pais e/ou cuidadores, para controlar e tirar este mau hábito. 

Tanto os pais como os cuidadores, podem, e devem, interferir nesses casos. Por exemplo, no caso em que a criança durma com o dedo na boca, uma das primeiras providências a tomar é tentar substituir o hábito por outro que não possa causar-lhe dano físico. Para que a criança mude esse hábito, dê de presente a ela,  um bonequinho ou outro brinquedo que a criança goste. É necessário que se crie um amiguinho, um companheiro para seu descanso. O massagear as mãos da criança ou acariciar-lhe o cabelo como forma de relaxá-la, pode ser uma alternativa positiva na hora de ajudá-la a deixar o mau hábito. É mais conveniente substituir um mau hábito por outro bom, do que utilizar-se de castigos ou proibições.

Quando as crianças deixam de chupar o dedo

Normalmente as crianças deixam o hábito de chupar o dedo polegar entre dois e quatro anos de idade. A persistência desse hábito depois dos sete anos, pode favorecer o aparecimento de problemas dentais. Pode comprometer a posição correta dos dentes. Existem muitos casos em que os dentes superiores ficam mais para fora que os demais. Neste caso, com paciência e muito empenho, deve-se induzir a criança que deixe esse mau hábito.

Katam de Jalab Atamatak - psicóloga