10 conselhos para estimular crianças com autismo

Como os pais podem estimular às crianças autistas

Vilma Medina

Vilma Medina

Como bem sabemos cada ser humano é único. Por isso desde o nascimento, por mais que pareçamos com nossos pais, temos nosso próprio selo de identidade na hora de fazer as coisas, de nos comunicarmos, de nos divertirmos ou de nos relacionarmos.

Devemos pensar que, não há choros iguais de bebês iguais, tão pouco o desenvolvimento é mesmo para todas as crianças. Por isso, a estimulação na infância deve ser personalizada para crianças com transtornos como o autismo, asperger, etc.

Como estimular uma criança autista

Como estimular a uma criança autista

Quem, em algum momento da vida, preferiu brincar sozinho ao invés de compartilhar sua boneca ou seu carrinho? Isso é uma ação de introversão que quando se generaliza, afeta as relações sociais e de comunicação. Pode ser um grande passo para um espectro autista.

A pergunta é? Como a gente pode reagir diante dessa interiorização e fechamento em si mesmos? Ou como posso me aproximar para brincar com meu filho?

Diante dessas perguntas aparece a palavra empatia: colocar-se no lugar do outro e personalizar a interação com a criança. Por que temos que nos comunicar com a criança somente de forma oral? Aí entra a estimulação multissensorial, utilizando todos os canais sensoriais para chegar nela.

Como colocar isso em prática diante de uma criança com espectro autista:

1. Você gosta de desenhar? Comunique-se com a criança desenhando e quando conseguir sua atenção verbalize o que está desenhando.

2. Você gosta de fazer construções de peças? Faça-as junto à criança, mas sem invadir o seu espaço. Dessa maneira você estará chamando sua atenção, estimulando-a.

3. Potencie a interação naquilo que a criança gosta de fazer, realizando com ele ou com ela.

4. Se a criança apresenta hipersensibilidade acústica, evite lugares com multidões.

5. Para realizar uma tarefa, dê ordens breves, claras e simples.

6. Não faça as coisas no lugar da criança, dê tempo para ela.

7. Respeite seu ritmo e seu ritual, ou seja, se a criança prefere guardar os brinquedos de uma determinada maneira, faça da mesma forma. Assim conseguirá empatia e fazer coisas juntos.

8. Incentive a imitação para chegar à comunicação. Através da brincadeira, chegaremos melhor à criança.

9. Reforce o que elas fazem bem. Essa forma de estimulação trata-se de qualquer coisa que a criança goste, e pode ser algumas dessas coisas:

- Comestíveis. Qualquer tipo de alimento ou bebida.

- Tangíveis. Brinquedos ou objetos que pela sua textura chamem a atenção da criança.

- Atividade. Atividades de lazer ou passatempos. Podem ser jogos ou brinquedos.

- Sociais. Elogios e adulações acompanhados de carícias. 

10. Faça cartazes com desenhos de elementos básicos como comer (especificando os alimentos), tomar banho, vestir-se. Coloque esses cartazes num lugar que a criança possa ver, para que mostre para ela o que você deseja. Pode ainda perguntar a ela: o que é isso? E fale você mesmo sobre o objeto desenhado.

Vanessa Fuentes
Psicóloga clínica e social
http://psicovan.hostinazo.com/

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