Quando a mãe assume o papel de pai após o seu divórcio

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Em geral, em todas as famílias pode haver uma divisão de papéis entre os pais. Tanto a mãe como o pai têm responsabilidades e compromissos no projeto comum de formar uma família e os filhos se beneficiam e se nutrem da diferente contribuição dos seus pais. 

Às vezes, pode ocorrer que depois de uma separação ou divórcio, a mãe, que pode conviver mais com as crianças, tenta compensar ou suplantar de alguma maneira a ausência do pai na família com a aparente e sadia intenção de que o seu filho não fique ressentido com as mudanças em relação ao pai. Em longo prazo, o que essa conduta pode representar para as crianças?

Consequências do divórcio dos pais

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O fato da mãe tentar assumir o papel de pai na família não deixa de ser um sentimento de proteção ou de culpa dos pais em relação aos seus filhos, por tê-los privado da sua antiga relação familiar, mas as mães divorciadas devem entender que o pai continuará sendo pai e elas não devem agir como se ele estivesse morrido e seu filho sofresse essa inevitável perda. O pai tem que seguir exercendo sua função e o seu papel na relação com os seus filhos, ainda que a situação tenha mudado.

Não se pode evitar que as crianças sofram com a separação dos seus pais. O divórcio, quando existem filhos, não é somente uma ruptura conjugal, também é uma ruptura familiar. Em alguns casos, as crianças se vêem afetadas profundamente em suas emoções e afetos. Podem se sentir mais irritadiças, depressivas, desconfiadas e culpadas. Como evitar que a criança sofra demasiadamente e possa restabelecer e aceitar uma nova relação com os seus pais? A resposta está nos pais. As crianças só se sentirão seguras se existir respeito entre eles, e existem algumas diretrizes comuns no cuidado e educação dos filhos. 

Ainda que no início seja difícil, o diálogo entre os pais têm que ser constante. A criança continua necessitando do seu pai e da sua mãe. Nenhum dos dois tem que suplantar o outro. Cada um é único e insubstituível. Substituir o pai ou a mãe pode levá-los à confusão, à superproteção e à preocupação por não estar à altura da nova situação. Por isso, muitas crianças respondem com comportamentos de culpa ou insegurança. As crianças necessitam de algo seguro como é o amor incondicional dos seus pais, seja debaixo do mesmo teto ou não. 

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com