Alternativas aos medicamentos para crianças hiperativas

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Cada vez mais conheço mais crianças hiperativas ou que sofrem de déficit de atenção com hiperatividade. Hoje em dia, quando você menciona essa palavra, alguém se apressa em dizer que conhece uma criança com TDAH.

No entanto, há alguns anos não se falava do transtorno como tal. A gente se referia como crianças nervosas, inquietas, distraídas ou com problemas de concentração. Então não havia diagnóstico nem tratamento algum para o menino ou menina, além da ‘força bruta’, ou seja, à base de repreensões e castigos.

Medicamentos para crianças hiperativas. Sim ou não?

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Hoje em dia tem cada vez mais casos diagnosticados. Em algumas escolas existem protocolos para que, quando o professor detectar que uma criança possa ser hiperativa, que os pais sejam avisados e um neurologista possa avaliá-la e começar um tratamento psicológico, se achar necessário. O tratamento do TDAH não é somente comportamental: trabalhando com as crianças e os pais, melhora a sua atenção, sua concentração, ou impulsividade. Em alguns casos, são aconselhados os medicamentos.

A medicação para crianças hiperativas passa, segundo nos conta Maria Jesús Ordoñez, Pediatra de Atenção Primária, e co-autora do livro ‘No estais solos’ (Você não está sozinho), pelos remédios estimulantes ou não estimulantes para crianças que não toleram a medicação. Segundo a doutora, são medicamentos que não provocam dependência e que geram grandes melhoras nas crianças. Esta pediatra advoga pelo uso de medicação devido aos ótimos resultados que se obtêm e o seu baixo risco.

No entanto, existem muitos pais com medo de medicar aos seus filhos e administrar-lhes remédios. Para eles, será um alívio comprovar que, segundo uma pesquisa realizada pelo Hospital para Crianças Doentes de Toronto (Canadá), a educação exercida pelos pais deve ser a primeira opção de tratamento da hiperatividade em crianças pré-escolares, antes de recorrer à medicação.

O trabalho deste hospital foi publicado na revista Pediatrics, e aposta em que os pais tentem formar seus filhos, que participem ativamente na sua educação e a ajudá-los a melhorar sua concentração, antes de administrar-lhes medicamentos. Segundo esses especialistas, os remédios melhoram o comportamento das crianças, mas sofrem o risco de sofrer problemas de estado de ânimo e de crescimento.

Esta pesquisa não nos fala das diferenças entre uma criança hiperativa tratada somente com terapia educativa e outra tratada com medicamentos, mas reviu outros trabalhos anteriores em que se observa uma melhora do comportamento da criança orientada pelos pais.

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com