A vaca sonhadora. Contos para crianças

Contos infantis para crianças e bebês

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Havia uma vez em um campo de Santa Fé uma vaca sonhadora que não via as horas para que o trem passasse. Com seu ar de grandeza ela movia a sua cabeça para vê-lo passar.

Todos os dias a mesma história. Para ela seria a glória se algum dia pudesse viajar. Conhecer Buenos Aires, os teatros e as revistas. E conseguir alguma entrevista com algum galã de novela, esse homem que tanto deseja conhecer e só consegue vê-lo pela televisão.

Um conto sobre os sonhos e os desejos

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Ela não podia fingir como ficava nervosa ao assistir a televisão. Como sonhar não custa nada, todas as noites ela pedia à sua fada madrinha que isso se tornasse realidade.

Nessas coisas do destino ou pela resposta aos seus desejos, um dia o trem parou em frente ao seu campo devido a um defeito, e ficou ali parado.

A vaca sonhadora não podia acreditar e pediu com tanta fé ao seu santo São Roque, ‘por favor, me deixe ir! E a convidaram para subir. O coração batia forte enquanto ela se despedia das demais.

E assim partiu a vaca rumo à grande cidade, sentada solitária e pela janela saudava suas amigas e jogava beijinhos de despedida, prometendo um dia voltar. Muito tempo se passou e ninguém mais soube dela, e diziam: ‘talvez já seja uma estrela que triunfa em Buenos Aires e já se esqueceu da gente’.

Mas, um dia o trem parou no campo de Santa Fé e não podiam acreditar quando ela desceu do trem. Estava distinta, magra e nas pernas carregava umas algemas, e ainda que não fosse como antes, suas amigas a queriam da mesma forma e com grande alvoroço saíram ao seu encontro. Ela falava diferente, com sotaque diferenciado e dizia que ansiava em reencontrar suas amigas de infância e com muito desejo ela voltou ao seu campo natal. 

Contava com lágrimas nos olhos que não pôde cumprir os seus sonhos nem desejos e que ao caminhar em uma Avenida em Buenos Aires acabou presa. Isso sim que é vida! Isso é tranquilidade! Aqui no meu campo eu posso caminhar, ainda que arrastando minhas algemas. Não estou em Buenos Aires, mas num ar diferente, vivendo em liberdade no meu campo.

FIM

Este conto foi enviado por Sergio Gustavo Correa (Argentina) 

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