Os direitos dos avós e netos

Os avós necessitam e têm o direito de estar com os seus netos e vice-versa

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Os avós desempenham um papel fundamental na transmissão de valores e na união a família, já que o âmbito familiar não está reduzido às relações paterno-filiais, célula fundamental, mas em todo o corpo das relações familiares que possam ser estabelecidas: tios, sobrinhos, primos, netos...

É realmente triste escutar testemunhos de avós que não têm permissão de ver os netos, principalmente quando previamente tenham tido com eles uma proximidade amorosa.

Os avós também têm direitos

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Os avós necessitam e têm o direito de estar com os seus netos e vice-versa. Cada parte tem muito o que transmitir à outra parte. Por isso é muito importante aprender a ser um bom avô ou avó e ensinar aos filhos para que sejam bons netos.

Há alguns dias nos chegou uma mensagem emotiva de uma avó que não podia exercer tal papel porque os seus filhos não permitiam que ela visse sua neta, assim que ela se limitava a pensar na neta e a chorar impotente, sem poder se aproximar, abraçar nem sequer falar com a menina. A gente se pergunta com isso é possível, mas infelizmente não é um caso isolado. 

Os avós são peças fundamentais na integração da vida em família porque tentam manter, sustentar e fortalecer a unidade familiar entre todos os integrantes, e, além disso, em muitos casos, recai sobre eles uma árdua tarefa de cuidar dos seus netos (com dedicação e ternura), enquanto os seus pais trabalham. Como eles podem ser privados, em alguns casos, dos laços afetivos que merecem ter com seus netos?

Ainda que esta situação não seja frequente, existem numerosos motivos que podem gerar esta trágica e dolorosa situação. Uma delas, e a mais frequente, pode acontecer em processos de divórcio, separação dos pais. Os avós, nesses casos, não tem porque se resignar. Tem direito de reclamar na justiça o direito a visitas e a comunicação com os seus netos, mesmo com a negativa dos pais. De acordo com a justiça, o que prevalece é o bem estar da criança ou do adolescente. 

As relações pessoais, sem dúvida, podem ser complicadas ou indesejáveis, mas as pessoas devem evitar a todo custo empregar as crianças como moeda de troca ou arma para prejudicar os outros que também os amam e poderão enriquecer sua existência.

Muitas vezes, buscar a harmonia em situações difíceis e nos mantermos firmes no sentido comum para que os nossos filhos não sofram pelas decisões errôneas dos pais, não é fácil. Afinal, são filhos e a gente os ama, mas em nenhum caso devemos tê-los como propriedades particulares, ainda que tenhamos por direito sua guarda e custódia.   

Patro Gabaldón. Redatora