Mães solteiras. Cada vez mais numerosas

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Cada vez são mais mulheres que decidem empreender o caminho da maternidade sozinha, sem um companheiro. As famílias monoparentais crescem em número em nossa sociedade, sobretudo as encabeçadas por mulheres. Especificamente na Espanha, 9 de cada 10 mulheres já são responsáveis pelo sustento de suas famílias, segundo dados do Instituto da mulher. 

No Brasil, segundo pesquisas do Instituto Data Popular existem 20 milhões de mães solteiras. 

Ser mãe solteira

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Sustentar uma família sozinha é um verdadeiro desafio, sobretudo agora quando a instabilidade econômica está batendo à porta de muita gente e chegar até o final do mês se torna cada dia mais difícil. No entanto, chama a atenção que, contrário à aplicação do lema ‘a união faz a força’, a coragem de muitas mulheres está sendo colocada à prova todos os dias. 

As causas desse aumento no número de mães solteiras são em primeiro lugar, o aumento de quase 299% de mulheres que decidem levar sua maternidade estando solteiras ao longo da última década. Segue muito próximo o aumento de divórcios, anulações e separações. 

As famílias monoparentais começam a ganhar força na sociedade, e segundo dados da Fundação Adecco (Espanha) parece que as famílias tradicionais estão entrando em recessão. Enquanto que em 2002 existia um total de 303.200 famílias com uma só figura de responsabilidade, seja paterna ou materna, nos finais de 2011 se registravam até 548.600, das quais tinha a mãe como figura principal. Essa tendência de família monoparental feminina tem crescido não apenas na Espanha, mas no Brasil e em todo o mundo. 

A forma mais habitual de família monoparental seria neste caso a da mãe solteira com um só filho. Poucas são as mulheres que enfrentam a maternidade em solitário com uma família numerosa. Neste caso, somente 3% das mamães que estão solteiras têm mais de quatro filhos. A faixa de idade da maioria das mulheres que enfrenta sua maternidade em solitário se situa entre os 36 e os 45 anos e predomina em mulheres com estudos técnicos, e atualmente mais de uma quarta parte se encontra sem trabalho. Um dado, este último, especialmente significativo, sobretudo porque até 89% tem declarado se sentir discriminada nos processos de seleção por este motivo. As pesquisas com desempregadas também são claras: ser mãe e estar sozinho é uma desvantagem para encontrar emprego. 

Parece paradoxal esse tratamento injusto com essas mães por parte da sociedade em geral, sobretudo se existe um enorme desafio que implica em enfrentar o cuidado, a educação e a manutenção dos seus filhos sem mais ajuda que o seu próprio esforço e coragem. 

Marisol Nuevo

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