Mais de 5 milhões de bebês nascidos através da FIV

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Louise Brown foi o primeiro bebê nascido graças a um tratamento de FIV (Fecundação in vitro). Desde então, muitos casais puderam formar uma família graças ao êxito desses tratamentos para conceber um filho e agora, os nascidos através de uma técnica de reprodução assistida já alcançam mais de 5 milhões nascidos por FIV. 

Os países mais ativos quanto a solicitações para tratamento de fertilidade são os Estados Unidos e o Japão, ainda que a Europa seja o continente onde mais tratamentos são realizados. De acordo com os últimos dados europeus, a média de disponibilidade dos tratamentos de reprodução assistida na Europa é de 1.000 ciclos / por milhão de habitantes, ainda que fossem necessários 1.500 ciclos / por milhão de habitantes por ano, uma cifra alcançada pela Dinamarca, Bélgica, República Tcheca, Eslovênia, Suécia, Finlândia e Noruega. No Brasil, a cifra é bem pequena: 125 ciclos / por milhão de habitantes. 

A Fecundação in Vitro completa 34 anos

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O certo é que muito já se avançou nas técnicas de reprodução assistida, desde que, em 1977, os britânicos Patrick Steptoe, ginecologista do Hospital Geral de Oldham, e Robert Edwards, fisiologista da Universidade de Cambridge, conseguiram que o esperma de John Brown fecundasse em laboratório, o óvulo da sua esposa Leslie. Esse milagre da ciência, que deu lugar oito meses depois ao nascimento de Louise Brown, foi o início da Fecundação in Vitro (FIV), uma técnica então experimental, que no seu dia protagonizou todo tipo de polêmicas.

Esta tecnologia que vem tendo um grande êxito em todo o mundo tem criado milhões de famílias com crianças, e, além disso, reduziu-se o impacto negativo da infertilidade, já que está provado que a esterilidade é um problema que tem solução. O curioso da FIV é que tem sido aceita pela maioria das culturas em todos os países do mundo. Na realidade, as barreiras para não recorrer à Fecundação in Vitro para ter um bebê quando os métodos naturais falham, são basicamente econômicas. 

O desafio dessa técnica tem sido, nos últimos anos, é conseguir gravidezes únicas ao invés de partos múltiplos, que implicam em risco para a saúde da mulher, algo que está se conseguindo graças à redução de implantação do número de embriões. Sem dúvida, a FIV é um dos avanços médicos mais importantes dos últimos anos e mereceu o reconhecimento da Academia Sueca ao outorgar em 2010 o Nobel ao único ‘pai vivo’ atualmente da FIV, Robert Edwards. 

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com