Em que o chocolate favorece ao bebê durante a gravidez

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Eu me pergunto quem não gosta de chocolate. Para mim, que sou ‘viciada’ em chocolate, parece impossível que alguém não goste desse ‘manjar dos deuses’. Em recente estudo, realizado por cientistas da Universidade de Helsinki, Finlândia, revela que as mulheres que consumiram mais chocolate durante a gravidez, deram a luz a bebês mais felizes e ativos. 

A pesquisa se baseia na observação de 300 mulheres grávidas, que foram avaliadas, dentre outras coisas, seus níveis de estresse e o consumo de chocolate. Aos seis meses depois do parto, as que haviam ingerido chocolate durante a gravidez, ressaltaram que seus filhos sorriam muito mais. 

Isso pode ter acontecido porque esses pequenos, ainda no útero materno, recebiam certas sensações prazerosas provenientes das substâncias químicas do chocolate que suas mamães consumiam. 

O chocolate contém substâncias que estimula a serotonina, considerado o hormônio da felicidade e responsável pelas alterações do humor. Contém várias substâncias que influenciam na química cerebral, produzindo prazer. Por isso muito utilizado popularmente como antidepressivo. Os alimentos não só são fonte de vitaminas e nutrientes para o nosso organismo. Os nutricionistas reconhecem o valor do chocolate nesse sentido, mas esclarecem que as substâncias responsáveis pelas alterações de humor podem ser encontradas também em outros alimentos, inclusive os que têm menos calorias. 

Vale ressaltar que o tipo de chocolate indicado nessa fase da vida da mulher é o amargo ou meio amargo com 70% de cacau, e em porções de 20 ou 30 g, mas não diariamente. O consumo exagerado de chocolate, aliado à predisposição genética pode ocasionar o diabetes gestacional. 

Para as mulheres que já desenvolveram o diabetes gestacional, pode levar ao ganho de peso exagerado pelo feto, aumento do líquido amniótico, levando ao trabalho de parto prematuro e aumento do risco da gestação com complicações hipertensivas como pré-eclampsia e eclampsia. O bebê, ao nascer, tem maior risco de desconforto respiratório e hipoglicemia. Bebês que são fruto de mães que consumiram muito carboidrato e açucares durante a gravidez, podem ter maior predisposição à obesidade e diabetes

Vilma Medina

Diretora de GuiaInfantil.com