Os efeitos da cafeína durante a gravidez

O alto consumo de café não é recomendado para a gestante

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A cafeína é uma das substâncias que mais é consumida no mundo todo, inclusive pelas mulheres grávidas. Ainda que a maioria ainda relacione somente com o café, a cafeína está presente também nos refrescos de cola, alguns chás ou mates, chocolates e em alguns medicamentos. Acredita-se que aproximadamente 90 por cento das gestantes consomem cafeína através da alimentação ou de algum remédio. Muitas consomem para combater a sonolência e a fadiga, tão presentes no início da gravidez.

O consumo de cafeína durante a gravidez

O consumo de café durante a gravidez

Segundo especialistas, existem estudos que afirmam que o alto consumo de cafeína durante a gravidez pode aumentar em dobro o risco de um aborto espontâneo, de parto prematuro, de atraso no crescimento intrauterino do feto, de bebês com baixo peso. A cafeína não é recomendada para a gestante. 

Estudiosos que defendem o NÃO consumo da cafeína durante a gravidez, explicam que o organismo de uma pessoa leva de quatro a seis horas para eliminar os efeitos da cafeína no seu corpo. No caso das grávidas, seu organismo demora até 18 horas para fazer o mesmo, aumentando o estado de alerta. Isso quer dizer que seu corpo retém mais cafeína no seu corpo do que em outras pessoas.

A cafeína também estimula a liberação de ácido no estômago, provocando incômodos estomacais. Além disso, está comprovado que a cafeína pode cruzar facilmente a barreira placentária e influenciar no crescimento e desenvolvimento das células do feto, podendo alterar seu oxigênio e o fluxo do sangue, e fazer com que o bebê nasça com alguma anormalidade. 

Isso não quer dizer que se uma gestante tenha tomado uma ou duas xícaras de café algum dia, o seu bebê terá problemas. O consumo de cafeína em pequenas quantidades não trará problemas a uma gravidez, nem tão pouco para o desenvolvimento do bebê. Uma gestante pode consumir até 300mg de cafeína por dia, o que corresponderia a quatro xícaras de café solúvel ou de três de café puro, ou a seis xícaras de chá, ou oito copos de refrescos, ou 400g de chocolate. No entanto, se uma mulher consome cafeína, deve comentar com seu médico para saber sua opinião. 

A cafeína atua como um estimulante. O primeiro sinal de intoxicação é a sonolência. Num consumo maior, produz irritabilidade, estresse, cefaleias, gastrite e alterações cardíacas. No entanto, para que isso ocorra a futura mamãe teria que consumir muita cafeína. 

A cafeína antes e depois da gravidez

Durante a gravidez é aconselhável que a mulher substitua a cafeína por ervas livres dessa substância como é o caso da camomila ou menta. É recomendável que se for costume da mãe consumir cafeína, seja no café ou chocolate, que façam com moderação mesmo antes de engravidar, para seu organismo vá se acostumando com uma quantidade menor de cafeína. 

O consumo de cafeína deverá ser limitado também quando a mãe está amamentando, porque pode passar ao bebê. Nesse caso, a mãe deverá substituir a cafeína por água, sucos naturais de fruta e leite. 

Fontes consultadas:
- Nutrar.com
- Facua.org
- Otispregnancy.org