Novo método para diagnosticar o autismo

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

As pesquisas em torno do diagnóstico do autismo deram um passo a mais. Cientistas das Universidades dos EUA de Rutgers e Indiana têm desenvolvido um método de triagem que permite identificar de maneira objetiva e precoce este transtorno. 

Este mecanismo, baseado na medição e comparação dos padrões de movimento em um mapa digital em tempo real, pode ajudar a diagnosticar em idades mais precoces o autismo, permitindo assim que as terapias se apliquem antes.

Método baseado nos movimentos

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Segundo publica a revista especializada ‘Frontiers’, este mecanismo identifica os transtornos do espectro autista em função da medição dos movimentos físicos da criança, inclusive do bebê. 

O fundamento do método é medir os padrões de movimento dos pacientes, constatando pequenas variações em tempo real, e comparando-os com os padrões de desenvolvimento típicos. Desta forma se pode determinar a presença deste transtorno e inclusive os subtipos do autismo

Para elaborar esta pesquisa, foi empregado um suporte digital similar aos videogames Wii no qual mostrava às 25 crianças do estudo seus programas de televisão, desenhos ou vídeos preferidos. Assim os pequenos mostravam suas preferências com movimentos simples que eram armazenados pelos pesquisadores. 

‘Cada vez que as crianças atravessam uma região no espaço por um meio de comunicação que elas gostam isso é interminável. Começam a explorar aleatoriamente o que está ao redor, e buscam no espaço este ponto e logo o fazem de forma sistemática. Uma vez que vêem uma conexão de causa e efeito, se movem deliberadamente. A ação se converte em um comportamento intencional’, explica a neurocientista computacional Elizabeth Torres, de acordo com Europa Press.

Crianças que aprendem a se comunicar

Os resultados do estudo revelaram que as crianças, a maioria das quais não empregava a linguagem verbal, foram capazes de aprender seus meios de comunicação desejados e manter este conhecimento ao longo do tempo, ou seja, foram capazes de utilizar os movimentos para transmitir o que queriam. 

Elizabeth Torres pretende assim, elaborar novas terapias que não se baseiam somente em tratar os comportamentos socialmente aceitáveis. Em sua opinião, os métodos tradicionais buscavam fazer frente às diferenças sensoriais e motoras das crianças com autismo, as quais variam muito de paciente para paciente. 

Fontes: Frontiers

Patricia García.

Colaboradora de GuiaInfantil.com