7 curiosidades dos olhos das crianças que você não sabia

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Desde pequena que eu pensava essas partículas que via flutuar ao olhar o céu era sujeira que estava pelo ar. De fato, eu tentava agarrá-las, mas não era possível, é claro. Na realidade, as minúsculas partículas não estavam no ar, mas dentro dos olhos. É somente uma das curiosidades sobre os olhos das crianças.

O que são as partículas que flutuam nos olhos e outras curiosidades da visão

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Os olhos (de crianças e adultos) escondem mistérios que não tem a ver com o paranormal. Mas, às vezes evidentemente nos assustam. Aqui a gente mostra algumas respostas a esses grandes mistérios relacionados com os olhos: 

1. Essas pequenas ‘lombrigas’ que a gente vê flutuar: Essas minúsculas manchas flutuantes que o seu filho diz ver de vez em quando têm um nome muito estranho (‘muscae volitantes’, ou seja, ‘moscas voadoras’) e na realidade são fragmentos de tecido de proteínas e de glóbulos vermelhos que ao passar por trás do olho, no globo ocular e ao estarem suspensas no humor vítreo criam sombras na retina. É normal que pareçam se mover e mudar de forma. E parecem mais claras se a gente focar em algum objeto muito claro como a neve. Para se desfazer delas é só piscar bastante. 

2. Os grãozinhos brancos ao redor do olho: Esses grãozinhos minúsculos e muito brancos são na realidade pequenos cistos. Chamam-se cistos de milium, e não tem nada a ver com a acne. Podem sair ao redor dos olhos, na região das pálpebras e nas bolsas ou olheiras. Também na bochecha. Os recém-nascidos têm muitos cistos de milium. Forma-se no folículo piloso, da mesma forma que o ponto negro, só que nesse caso é excesso de queratina (de cor esbranquiçada). Muitas vezes saem por alterações hormonais, pela ingestão de gordura ou pelo sol. Desaparecem por si sós e não devem tentar extraí-los de forma alguma. 

3. Luzes intensas ao fechar os olhos: Quando fechamos muito forte os olhos, vemos flashes e alguma imagem que ficou gravada na retina instantes antes de fechar as pálpebras. Por que vemos luzes? Ao fechar os olhos faz com que aumente a pressão do globo ocular. Essa pressão ativa a retina, que gera atividade elétrica. Daí os focos luminosos e sem sentido, que na realidade se chamam fosfenos.  

4. Quando os bebês começam a ver: A vista é o sentido que se desenvolve de forma mais lenta nos bebês. É lógico se pensarmos que no ventre materno os bebês notam os sabores, podem tocar, escutar, mas não podem ver nada. O recém-nascido vê borrado e não pode distinguir as cores, mas pouco a pouco a sua visão fica aguçada e começa a focar os objetos. A partir dos seis meses já podem ver praticamente como os adultos. 

5. O anel mais escuro ao redor da íris: Chama-se anel de limbo, e os bebês já nascem com ele. É mais escuro durante a infância e juventude e vai clareando com os anos. O anel de limbo na realidade é a borda da córnea (a que ajuda a focar a luz na retina). 

6. As cores da íris: Quantas cores existem? Qual é a majoritária? 50% da população têm os olhos de cor marrom, enquanto que somente 2% têm os olhos azuis ou verdes. O resto são variantes. A cor da íris quem determina é a distribuição da melanina e outros pigmentos como o lipocromo. No momento da concepção, os genes decidem como será. Existem dezenas de tonalidades. Por exemplo, os olhos de cor âmbar ou amarelado, os olhos violeta, negros ou inclusive vermelhos. Existem pessoas que têm um olho de cada cor, ainda que isso ocorra uma vez em cada 3 milhões. Não há uma íris igual a outra. O padrão da íris é único para cada pessoa. 

7. Quantas cores o olhos distingue? O olho pode distinguir até um milhão de tonalidades diferentes. Mas, se fizermos a prova, teremos algumas dificuldades... As mulheres são capazes de reconhecer mais cores do que os homens.