Natura e o Salgueiro-chorão. Conto infantil

Contos com valores para crianças

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Natura e o Salgueiro-chorão é um conto infantil que trata o valor da amizade e a importância de cuidar da natureza e do meio ambiente. Um conto que transmite uma mensagem para que as crianças protejam o meio ambiente. 

Num lugar onde não sei aonde e não sei quando vivia num bosque de um pequeno povoado de uma menina que se chamava Natura. Natura se caracterizava pela sua doçura e inocência, com seus lindos olhinhos negros admirava a natureza e a beleza que lhe rodeava. 

Conto infantil sobre a proteção da natureza

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Durante o dia corria e brincava com os animaizinhos do bosque e nas noites dormia em sua acolhedora casinha com seus pais que a adoravam. Natura era uma boa amiga de todos os animaizinhos que viviam ali e que também amavam e desfrutavam da sua companhia. 

No meio do bosque habitava um grande salgueiro-chorão de belo porte que estava muito triste e solitário. Numa manhã muito ensolarada, alegre com o canto das aves e o sorriso de Natura o salgueiro se sentiu feliz ao vê-la se aproximando. Quando a teve bem em frente, ele disse a ela: 

- Natura, como você está? Eu estava te esperando há muito tempo – a menina surpresa porque aquela grande árvore tinha falado com ela como se fosse um gigante com seus longos galhos lhe tapavam o rosto. 

- Perdão! Exclamou... Você está falando comigo?

- Sim! Respondeu o salgueiro – não se assuste, não tenha medo, eu não vou te machucar, eu só quero ser o seu amigo! 

- Não estou com medo, é somente que me surpreendi ao ouvir você falando comigo.

- Sim, minha pequena amiguinha, eu falo, canto e também choro. É por isso que me conhecem como o salgueiro-chorão. 

- Realmente eu não sabia Don Salgueiro, e por que você chora? Perguntou Natura. 

- Choro amiga querida pela crueldade do homem com a gente que fazemos parte da Natureza, as árvores deste bosque e os bosques e selvas do mundo brindam com oxigênio para que vocês, seres humanos, possam respirar, ou seja, somos os pulmões que damos vida saudável e pura e isso o homem não valoriza, cada vez mais vão nos destruindo para construir cidades com enormes edifícios se esquecendo do que significamos para a vida deles mesmos e o que nossa mãe sofre quando um de nós morre. 

Natura ao ver o Salgueiro tão triste disse em tom de consolo: ‘Amigo Salgueiro, não chore porque eu sempre vou cuidar de você e ninguém nunca vai te destruir. 

Durante muitos anos Natura continuou vivendo no bosque e sendo a fiel amiga do Salgueiro, que acreditava ser o mais felizardo de todas as árvores desse bosque por ter a companhia de Natura. 

Um belo dia, quando aquela menina pequena se tornou uma senhorita, ela teve que ir embora do bosque deixando o pobre Salgueiro sozinho, que chorou mais do que estava acostumado pela falta que sua amiga lhe fazia e as muitas recordações vividas com ela. O tempo passou meses e anos e o Salgueiro no esquecimento se sentia vazio, tanto chorou que ao seu redor uma grande vertente se formou. Certa tarde quando o silêncio tomava conta do lugar, o Salgueiro viu ao longe se aproximar um grupo de pessoas e entre elas uma jovem muito bonita com lindos e doces olhos negros a quem não demora em reconhecer. Era Natura, sua velha amiga do passado, de anos felizes de árvore.  

- Como você está meu amigo? 

- Você não sabe como me fez falta! Disse o Salgueiro emocionado e num profundo choro ao lhe responder. 

- Eu também senti muito a sua falta e acabei me tornando num Salgueiro morto em vida totalmente no esquecimento. Ambos se olharam e enquanto o faziam Natura se submergia nas lágrimas do Salgueiro e quando saiu da água voltou a ser uma menina pequena, a mesma que brincava com o Salgueiro de tantos anos atrás. 

Quando os seus amigos voltaram em busca da jovem, eles encontraram uma menina e ao não ver a jovem lhe perguntaram: ‘Menina, você não viu a uma jovem que estava aqui junto a essa árvore?’ 

- Sim, eu a vi – Disse Natura, mas já se foi e lhes deixou uma mensagem. 

- Qual? Perguntaram as pessoas. 

- Que nunca destruam esse bosque e que tão pouco a esse Salgueiro e que não procurem por ela porque não a encontrarão. Ela voltou ao lugar que deveria estar no seu verdadeiro lar.  

Desde então o Salgueiro e Natura vivem felizes para sempre porque voltaram a se encontrar. 

Fim

Marta Luisa Eichelberger