Como será o pediatra do futuro

Que sistema pediátrico será encontrado pelos pais no futuro

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Se bem que para falar do futuro sempre temos na cabeça os sempre deslumbrantes avanços tecnológicos, mas existe uma palavra na Pediatria do futuro imediato. Essa palavra é ‘humanização’. 

A gente te dá as chaves do futuro da pediatria. Assim será a assistência às crianças num futuro não muito distante. 

Como será a pediatria no futuro

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- O centro de atenção de assistência médica será os pacientes e suas famílias. 

- Os protocolos de manejo da dor terão importância crescente. A dor passará a ser avaliada de forma sistemática e ser manejada de maneira eficaz. 

- Serão criados um número crescente de unidades de cuidados paliativos pediátricos. 

- Haverá acesso livre para pais 24 horas do dia em todas as Unidades de Neonatologia e de Cuidados Intensivos Pediátricos. 

- Será padronizado o processo de informação diretamente aplicada na criança. 

- Não haverá outra maneira de assistir aos recém-nascidos que a dos cuidados centralizados no desenvolvimento do bebê e do vínculo com sua mãe (ambiente, escuro, silêncio, contato da pele e promoção do aleitamento materno). 

- A opinião infantil será chave no desenvolvimento das ações dos comitês de qualidade no atendimento e na melhora da assistência hospitalar.

- Serão gerados canais de comunicação pertinentes para o desenvolvimento de consultas por telefone não presenciais, tipo portal do paciente e da família.

- Sendo assim, não podemos deixar de lado os avanços tecnológicos na Pediatria do futuro. Entre eles, o uso de robôs. O assistente cirúrgico Da Vinci será cada vez mais utilizado na cirurgia pediátrica, graças à sua capacidade para aumentar a precisão dos cirurgiões. Outros robôs como os assistentes de fisioterapia (atualmente em fase de experimentação) facilitarão com que as crianças com deficiência ou incapacidades possam fazer coisas tão elementares, mas tão necessárias como tomar banho ou abraçar seus pais.  

E nesse tempo de máximo interesse pelos hábitos saudáveis e pelos ‘personal trainers’ haverá aplicativos para smartphones que aconselharão a criança de forma personalizada que esporte deverá praticar e o que deverá comer. Muito além do conselho, a deliciosa capacidade das crianças em improvisar acabará aprontando das suas e impondo como vem sendo habitual desde os tempos antigos a sua lei. 

Iván Carabaño Aguado

Chefe do Serviço de Pediatria

Hospital Universitário Rey Juan Carlos

Hospital General de Villalba