As dificuldades de uma criança com estrabismo

Por que as crianças estrábicas têm problemas de aprendizagem

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O estrabismo é um transtorno do olho e se dá quando existe uma falta de paralelismo nos olhos da criança. Trata-se de um desvio no foco do olhar, de tal maneira que os olhos parecem que um vai para o seu lado e não convergem (desequilíbrio na função dos músculos oculares). 

Não é somente um transtorno que é visto a olhos nus, já que a criança vesga pode apresentar visão dupla ou visão borrada, o que pode produzir em problemas de aprendizagem.

Dificuldade de aprendizagem nas crianças com estrabismo

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As crianças com estrabismo têm diferentes dificuldades relacionadas com o aprendizado, sobretudo aqueles que estão associados com a coordenação. Por não ter uma visão binocular, habitualmente são crianças que podem ser um pouco mais lentas, já que custa um pouco mais coordenar. Isso acontece porque não são capazes, ou lhes dá muito trabalho poder calcular a profundidade e as distâncias.

Ao longo do desenvolvimento podem ir gerando diferentes estratégias para ajudar as crianças com estrabismo. Existem crianças que são mais habilidosas e terá menos trabalho, mas as crianças que são menos habilidosas terão que realizar um esforço superior para fazer determinado tipo de tarefas de coordenação e sempre será superior ao de qualquer outra criança que não tenha estrabismo. 

Também é habitual que no final do dia as crianças com estrabismo estejam mais cansadas pelo esforço que têm que fazer para receber informação somente de um dos olhos, que podem apresentar ardor e irritação. 

Detectar estrabismo normalmente é muito simples porque aparentemente na maior parte dos casos exista uma evidência física. É possível observar que um dos olhos se desvia, portanto, na maior parte das vezes esse problema é detectado visualmente. 

Por isso, o importante é, já que o estrabismo pode ser percebido visualmente, ver a nível visual que habilidades da criança estão sendo prejudicadas e podem estar sendo prejudiciais para que o oftalmologista possa tratá-las. 

Teresa Molina Martín

Oftalmologista

ISAVI, Instituto de Salud Visual