As crianças precisam perdoar e serem perdoadas

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Existem coisas perduráveis, que nunca mudam, como dizia um sábio grego: “não há nada novo debaixo do sol” Quantas vezes reproduzimos fielmente aquelas recomendações ou conselhos dados pelos nossos pais e avós aos nossos filhos? Mas uma recordação das inúmeras vezes que minha mãe, após a habitual disputa entre irmãos, nos exigia era que nos abraçássemos e pedíssemos perdão um ao outro. E quanto isso custa a todos.

Como se ensina a pedir perdão

Ensinar as crianças a perdoar

Exatamente da forma que faço agora com meus filhos, não somente porque recebi como conduta dos meus pais. Utilizo dela porque creio ser fundamental para a convivência familiar. Quantas vezes, nós, pais, temos que mediar as brigas e disputas entre irmãos! A família nos oferece um exemplo perfeito para aprender a perdoar.

Pedir perdão é o melhor caminha para que nossos filhos possuam uma verdadeira paz interior, possam solucionar pequenas disputas, consigam uma amizade sólida e consigam uma convivência harmoniosa com os demais. A ofensa deve ser apagada e o perdão deve ser gravado no coração dos nossos filhos como diz esse bonito relato de amizade: Conta uma bonita lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em determinado momento da viagem eles discutiram. O outro, ofendido, sem dizer uma só palavra, escreveu na areia: “Hoje, meu melhor amigo me deu uma bofetada no rosto” Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram se banhar. O que havia sido esbofeteado e machucado começou a se afogar, sendo salvo pelo amigo.

Ao se recuperar pegou um estilete e escreveu numa pedra: “Hoje meu melhor amigo salvou minha vida”. Intrigado, o amigo perguntou: “Por que depois que te feri você escreveu na areia e agora você escreve numa pedra? Sorrindo, o outro amigo respondeu: “Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e o perdão se encarregarão de apagá-lo; mas quando nos acontece algo grandioso feito por um amigo devemos gravá-lo na pedra da memória do coração, onde vento algum no mundo poderá apagá-lo”. 

Patro Gabaldón. Redatora