Filhos adotados e biológicos, você os ama igualmente?

Nao deveria existir diferença do amor entre filho biológico e adotado

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Este é o tema do debate que foi aberto na sociedade após conhecer que, na Catalunha (Espanha), um total de 72 crianças adotadas foram abandonadas pelas suas famílias adotivas na última década.

A maioria dessas crianças tinha mais de 10 anos, o que complica a sua integração em um novo seio familiar. O que está acontecendo então? Os filhos adotados e os biológicos não são amados igualmente? 

Os filhos adotados têm os mesmos direitos que os filhos biológicos

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Os filhos, independentemente que sejam biológicos ou adotados, têm o mesmo direito de serem amados, cuidados e educados. A adoção de um filho na sua mais terna infância é uma grande satisfação para os pais, que se comprometem a cuidar e a encher de carinho a essa criança, que por ser pequena e não consciente disso, está entregando aos pais os melhores anos da sua vida.

No entanto, quando a infância termina, esses mesmos pais, que foram envolvidos de felicidade durante a infância do seu filho, devem estar conscientes que, a partir da adolescência, essa criança poderá apresentar alguns problemas de comportamento.

Os pais não nasceram especialistas no manejo de algumas situações difíceis que a vida apresenta, mas devem assumir o compromisso como pais continuando o ‘labor’ até o final, ou será que o filho adotado não tem a mesma importância do filho biológico?.

Quando se adota um filho, o sistema legal de adoção pede um certificado de idoneidade aos pais, por outro lado os pais biológicos estão isentos deste certificado. No entanto, e devido aos casos de abandono, as autoridades estão considerando repensar os critérios que são seguidos atualmente para outorgar a idoneidade a famílias adotivas – que 3% se negam – em favor de um maior monitoramento. 

E o que implica para as crianças enfrentarem um abandono e a dificuldade de serem alojadas em outra família na idade de 10 anos? A maioria dessas crianças abandonadas, mais precisamente 66,7%, são maiores de 10 anos e 23,7% têm idades entre 6 e 10 anos.

Em geral, a maior parte dos abandonos acontece na pré-adolescência, quando os filhos geram maior problema e os pais optam por renunciar à sua tutela. No entanto, este abandono de meninos na adolescência também se produz nas famílias biológicas, ainda que em menor porcentagem, já que se trata de uma idade complicada para todas as crianças, sejam adotadas ou não. 

Em virtude de todos estes aspectos relacionados com a adoção e o abandono, o que realmente é importante é agir para que não se brinque com a vida das crianças, tenham sido adotadas ou não. Quando um casal decide adotar um menino ou uma menina deve estar consciente de que a sua decisão é muito importante e o seu filho deverá ser tratado e amado como um filho biológico.

Marisol Nuevo
Redatora de Guiainfantil.com