Como divorciar sem afetar aos filhos

Vilma Medina

Vilma Medina

Não nego, o divórcio como solução para alguns conflitos do casal, é o menor dos males. Tão pouco nego o direito das pessoas buscarem um matrimônio feliz; mas essa reflexão tenta alertar sobre o prejuízo que as separações podem ocasionar nos filhos.

Esses frutos sempre lindos do amor, que em algum momento existiu, podem perceber que o seu lar se rompeu e começam a sofrer as disputas dos seus pais, as frases de mágoa, o ambiente hostil, as divisões de bens e a separação, que quando feitas erroneamente poderá comprometer seu futuro. 

Os filhos em meio à ruptura do casal

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Talvez a essas alturas do século XXI estamos sendo testemunhas de uma modificação dos modelos de família tal qual herdamos. Talvez os matrimônios já não sejam ‘até que a morte os separe’, mas muito além de predições e profecias, as rupturas matrimoniais traumáticas deixam alarmantes sequelas nos filhos que nada têm a ver com projeções ou especulações sociológicas.

Outra das circunstâncias que devem ser evitadas a todo custo é discutir sobre o divórcio diante dos pequenos. Já foi comprovado que muitas crianças terminam se culpando da separação dos seus pais como as imprescindíveis sequelas que isso provoca na sua autoestima e no seu equilíbrio psicológico. Recomenda-se abordar com eles as causas que motivaram a separação, de maneira que entendam que o direito à felicidade sobre o que se sustenta o divórcio nada tem a ver com o amor paterno ou materno. 

Mas, os pais devem ter muita prudência em precipitar a entrada dos pequenos em uma nova família: antes de apresentar-lhes outro companheiro (a) é preciso saber que o pequeno tem a capacidade ou não de assimilar essa relação. Uma vez consumado o divórcio é preciso livrar-se de ódios, rancores e ressentimentos, ainda mais para preservar as crianças. É imperdoável condená-los ao abandono afetivo tentando evitar os encontros com o (a) ex-companheiro (a). É importante que, por mais difícil que seja a ruptura, o vínculo pai-filho não sofra mais do que a própria separação implique. Esse vínculo, no final das contas é para a vida toda.

Nada justifica converter os pequenos em espiões que informem o que a outra parte está fazendo, nem em reféns do carinho para conseguir uma negociação vantajosa. No caso de ser preciso estabelecer um regime de visitas não se deve perder a perspectiva de que a prioridade é satisfazer a necessidade de compartilhar juntos, filho e progenitores, sem fazer disso um mecanismo de castigo. Alguns estudos asseguram que o divórcio figura entre as causas de estresse mais intensa que afeta a infância e que essa situação pode gerar por si mesma, ansiedade, medo, insegurança, sentimentos ambivalentes e diferentes transtornos de comportamento. 

De modo que, se houver conflitos no seu matrimônio e o divórcio seja iminente, ou pelo menos é uma das soluções possíveis, não se esqueça que: 

1. Os filhos não são culpados dos conflitos matrimoniais e não devem pagar pelos erros dos seus pais.

2. Apesar da distância, eles devem saber que contarão com o carinho e apoio de ambos os pais como se nada tivesse acontecido.

3. O bem estar, a segurança e a saúde dos filhos deve deixar de lado os rancores, os desejos de vingança, ódio... É sua opção fazer que prevaleça um ambiente amistoso na separação.

Se você tem crescido em uma família de pais divorciados e a experiência marcou a sua vida e tem servido para algo, a gente te convida para comentar sua opinião e se incorporar ao debate. 

Rosa Mañas

Redatora de Guiainfantil.com

O divórcio e os filhos

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O divórcio dos pais e as consequências para os filhos. Brasil já registra um divórcio para cada quatro casamentos. A taxa de divórcio em 2007, quando se completou 30 anos da instituição do divórcio no Brasil, atingiu o pico da série iniciada pelo IBGE em 1984 e chegou a 1,49 divórcios por cada mil habitantes, crescimento de 200% em relação a 1984, quando era de 0,46 por mil. Em números absolutos os divórcios concedidos passaram de 30.847, em 1984, para 179.342 em 2007.

Como explicar o divórcio aos filhos

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Não se deve economizar esforços para que os filhos entendam a separação dos pais. Em geral, os divórcios são muito traumáticos para os filhos, mas se para os cônjuges é algo insuportável o não separar-se, o manter-se juntos seria um engano aos filhos, uma farsa, e provavelmente sofreriam muito mais assistindo discussões diárias e uma falta de amor ou carinho patente, do que se o divórcio se consumar.

Reação dos filhos ao divórcio

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Quanto menor a criança, mais dificuldades terá para entender o porque da separação dos seus pais. A sua reação dependerá muito da forma em que os seus pais encaram o processo de separação.

Os inimigos da comunicação familiar

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As razões de uma má comunicação familiar. Quando um membro de uma família chega à sua casa, pode perceber uma mensagem de bem-estar ou tensão, sem a necessidade de olhar o rosto do restante da família. Isso pode acontecer em razão de quanto mais estreita seja a relação entre as pessoas, mais importância terá, e mais evidente será a comunicação não verbal.

Dia Internacional da família. A família e as crianças

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A família e as crianças. Dia Internacional da Família. A família continua sendo considerada como a unidade básica da sociedade. É um dos vínculos afetivos mais poderosos.

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