Na gravidez controle o hipotireoidismo

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Às vezes, o hipotireoidismo na gravidez pode se confundir com os sintomas próprios do início da gestação. Devido a sintomatologia passar despercebida, muitas mulheres continuam muito esperançosas com a chegada do seu bebê e se não for diagnosticado e começa o tratamento a tempo, pode ser causa de aborto. 

O controle do hipotireoidismo previne abortos

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Foi exatamente dessa maneira que uma amiga minha perdeu o seu bebê. Sempre se queixava que estava cansada, esgotada, sem energia nem força para enfrentar um dia de trabalho e como já se sentia assim há muito tempo, ela achava que isso estava acontecendo devido a recente notícia da gravidez, que tinha recebido com muita alegria. No entanto, a boa notícia não conseguiu mudar a sua cara e ela mesma não sabia o motivo do rosto cansado, da pele seca, da sua voz rouca e do aspecto do seu cabelo, cada vez mais seco, pobre e difícil de pentear. 

Duas semanas depois ela perdeu o seu bebê de forma espontânea e os médicos começaram a buscar a causa. Um simples exame de sangue detectou que sofria de hipotireoidismo, a doença responsável pelo seu aborto, que podia ter evitado com o tratamento adequado. E assim aconteceu. Seis meses depois ela voltou a engravidar e tomando a medicação que o médico lhe prescrevera e seguindo os controles adequados, hoje é mãe de duas crianças, um menino e uma menina. 

O hipotireoidismo afeta mulheres jovens em idade de engravidar. Aproximadamente 1 de cada 100 mulheres em idade fértil tem hipotireoidismo, uma doença que se caracteriza por uma carência de iodo ou pela incapacidade da glândula tireóide de aproveitar o iodo presente no corpo.  

No entanto, a gravidez é uma situação especialmente delicada para a glândula tireóide, inclusive em mulheres saudáveis, já que a gestação exige da tireóide um esforço de 50% superior ao que realiza numa situação normal. O tratamento a seguir consiste em ajustar a dose de tiroxina, que é o hormônio que a glândula tireóide gera para manter os níveis adequados durante a gravidez. Este ajuste com medicação não tem nenhum efeito colateral para o bebê nem para a gestante e só requer a realização de controles periódicos para ajustar regularmente a dose, já que se nos passarmos pode dar lugar a uma situação de excesso do hormônio tireoidiano ou hipertireoidismo

Marisol Nuevo