A pílula do dia seguinte só deve ser utilizada em caso de emergência

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Uma vez, uma amiga teve que tomar a pílula do dia seguinte. Em me lembro desses dias terríveis, em que ela se lamentava por tudo. Primeiro, por não haver tomado as precauções necessárias. Segundo, pelos efeitos que a pílula causou no seu corpo. Durante vários dias era um turbilhão de altos e baixos emocionais. Deprimida e dolorida, ela me disse: ‘é como se uma bomba tivesse explodido dentro de mim’. Por tudo o que ela me contou, eu não consigo entender como uma mulher pode tomar esse coquetel explosivo de forma regular. 

O que é a pílula do dia seguinte e quando deve ser utilizada 

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência. Nunca se deve tomá-la de forma regular, somente em caso excepcional. Ela deve ser utilizada quando os possíveis métodos preventivos falharam (a mulher se esqueceu de tomar a pílula anticoncepcional ou aconteceu a ruptura do preservativo), porque existe o risco de uma gravidez indesejada. 

A pílula do dia seguinte age de forma imediata sobre a ovulação. Consegue atrasá-la. Também pode alterar o movimento dos espermatozóides, o que reduz as possibilidades de engravidar. No entanto, existem muitas vozes contra essa pílula, que a consideram abortiva

A pílula do dia seguinte deve ser tomada nas primeiras 24 horas após a relação sexual. A partir desse momento, sua eficácia diminui e cai de 95% para 85%. Ela é composta por altas doses de estrogênios ou esteróides sintéticos. 

Por que não usar a pílula do dia seguinte como primeira opção 

A pílula do dia seguinte inclui uma concentração muito alta de hormônios. Isso provoca na mulher um desequilíbrio no seu aparelho reprodutor. Não está isenta de efeitos colaterais, entre eles: 

- Náuseas e vômitos 

- Atraso na menstruação 

- Cansaço, enjôos, e muita dor de cabeça 

- Hipersensibilidade nos seios

- Dor abdominal

- Diarréia 

- Sangramento irregular

Ainda não existem estudos suficientes que expliquem que efeitos têm, a longo prazo, o uso contínuo dessa pílula. Mesmo assim, os médicos insistem que não se deve utilizar nunca de forma habitual, somente e exclusivamente em caso de emergência. 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com