Dar de mamar após um câncer de mama

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Ainda que todo ano sejam diagnosticados milhares de casos de câncer de mama todos os anos, 85% dessas mulheres se curam. Hoje em dia, os tumores que afetam aos seios da mulher têm uma alta esperança de vida quando diagnosticados a tempo. As intervenções têm avançado tanto que inclusive é possível dar de mamar ao bebê depois de um câncer de mama quando as lesões forem detectadas na sua fase inicial. 

O Doutor Armando Tejerina, ginecologista do Centro de Patologia da Mama e presidente da Fundación Tejerina assegura que as ‘as mulheres livres da doença podem inclusive ter dois ou três filhos e alimentar-lhes no peito se assim o desejarem. Está comprovado que essa prática não agrava sua situação, mas têm que ser pacientes cujo grau de afetação secundária no futuro seja baixo. Seria importante que a mulher desse de mamar ao seu filho durante três ou quatro meses’. 

Salve a sua vida. Faça uma mamografia

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 30 segundos em algum lugar do mundo é diagnosticado um câncer de mama. Atualmente, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres em todo o mundo, e está aumentando especialmente nos países em desenvolvimento. A detecção precoce a fim de melhorar o prognóstico e a sobrevivência das mulheres com câncer de mama continua sendo a pedra angular da luta contra essa doença. 

A mamografia é um exame muito simples e rápido que permite detectar 90% dos tumores. Está considerada já como uma prova rotineira que todas as mulheres entre os 45 e os 69 anos, com um intervalo de um a dois anos. No entanto, o medo do diagnóstico, a falta de percepção do risco e a perda de confiança no exame são as principais causas pelas quais ainda 9% das mulheres nunca tenham feito uma mamografia. 

A existência na família de casos de câncer de mama constitui o principal fator de risco, já que numerosos estudos têm revelado que a herança genética tem um importante papel na incidência do câncer de mama. Um estilo de vida ativo dirigido a prevenir a obesidade, são os fatores que mais influenciam na prevenção desses tumores e que poderiam reduzir a probabilidade de que apareça. No entanto, os números de incidência continuam subindo devido ao envelhecimento progressivo da população nos países em desenvolvimento e ao diagnóstico cada vez mais precoce. O aleitamento materno, atualmente, tem menos importância do que pensávamos há anos na prevenção parcial do câncer de mama. O Doutro Tejerina assegura que ‘se a mulher tiver filhos em idades precoces, por volta dos 24 anos, e a mãe prolonga o aleitamento por mais de três meses, pode diminuir a porcentagem do câncer. Mas, quando o aleitamento se faz por volta dos 40 anos, esse fator protetor diminui. Na sociedade atual, em que as mulheres têm os filhos por volta dos 35 anos, inclusive vemos mulheres com 40 anos que têm aleitamentos naturais não vemos benefícios claros. Um dos motivos é a involução parcial do próprio aleitamento, que melhora e previne o câncer de mama, mas em idades precoces as possibilidades são superiores. O aleitamento deve ser natural e prolongado pelo menos durante 3 meses para produzir um claro benefício, tanto para a mãe como para o recém-nascido’. 

Dada a importância do câncer de mama e o seu impacto, não apenas na mulher afetada, mas em toda família, durante todo o mês de outubro estão acontecendo campanhas em hospitais, nas mídias, prefeituras e os Ministérios da Saúde para ajudar psicologicamente a essas pessoas para enfrentar a doença de forma positiva. Hoje em dia, o câncer de mama pode ser somente um parêntesis na vida cotidiana da mulher. O seu companheiro, psicólogos e oncologistas podem ajudar muito a essas mulheres a pensar que esse câncer é algo momentâneo, e após algum tempo voltarão a ser como eram antes.  

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com