Como o aumento ou redução da mama afeta no aleitamento materno

Mitos sobre a cirurgia estética de mamas e o aleitamento materno

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O peito das mulheres não tem unicamente uma função de nutrição para os nossos bebês, mas também faz parte importante do erotismo e da identidade feminina. Por isso, não são poucas as mulheres que ‘passam pelo bisturi’ para retocar essa parte do seu corpo, tanto para aumentar como para reduzir o tamanho. Hoje vamos desmistificar alguns mitos que ligam a cirurgia das mamas com a amamentação

Mitos sobre o aumento ou redução da mama e os problemas para amamentar o bebê

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1. Se eu tenho prótese de silicone, não poderei dar o peito. Esta afirmação é falsa na maioria das vezes, já que atualmente as técnicas que são usadas não alteram a forma do mamilo, não tocam no tecido glandular e as próteses podem ser colocadas atrás do músculo peitoral.

No entanto, quando a incisão se faz através da aréola, aqui sim podem apresentar problemas na pega do bebê se acontece uma má cicatrização da mulher, e se forma um queloide (engrossamento da cicatriz). Além disso, existem estudos que indicam que essa técnica poderia aumentar o risco de mastite, devido a que os ductos galactóforos (por onde sai o leite para o exterior) podem ficar prejudicados. 

2. O silicone prejudica o bebê. Os estudos revelam que o silicone é seguro para o aleitamento materno, e que não passa nenhuma substância da prótese para o leite materno. 

3. É mais difícil depois de uma redução dar o peito. Geralmente sim, já que nesse tipo de cirurgia se extirpa o excesso de gordura e muitas vezes levam junto tecido glandular e os ductos que levam o leite para o exterior são afetados, e muitas vezes as cicatrizes impedem ou dificultam muito o aleitamento. A cirurgia pode danificar nervos e as glândulas e ductos produtores de leite, tornando o aleitamento mais complicado. 

Como a cirurgia de mamas influencia no aleitamento materno 

No entanto, o êxito do aleitamento vai depender muito da técnica que o cirurgião irá utilizar, e em grande parte da quantidade de tecido que tenha que retirar. Além disso, muitas vezes, os peitos, ao serem operados, também se modificam e se recorta a aréola para que fique esteticamente harmônico com o novo tamanho. 

De todas as maneiras, as consequências que vão ter uma operação de redução de mamas e o aleitamento materno, só poderão ser avaliadas no momento do início da amamentação; e não podemos fazer nada para prevenir nem melhorar a pega do bebê ao peito. 

É muito importante que as mulheres que tenham sido submetidas a uma cirurgia mamária contem com o apoio e assessoramento por parte de profissionais e que busquem grupos de apoio ao aleitamento materno.

Sara Cañamero de León 

Diretora e matrona do MaterNatal 

Blog MatronaMadrid

Especialidade em Enfermagem Obstétrico-Ginecológica