Hipogalactia. Quando a mãe não produz leite suficiente

O que é a Hipogalactia em mães lactantes e por que isso acontece

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A Hipogalactia se define como a falta ou a baixa produção do leite materno. Isso pode ser devido a uma grande quantidade de causas que podem produzir uma hipogalactia de maneira definitiva ou transitória.

A gente te explica por quais motivos algumas mães que amamentam têm problemas na hora de dar o peito ao seu filho por produzir pouco leite.

7 causas da Hipogalactia na mãe lactante

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1. Baixo desenvolvimento da mama. O desenvolvimento da lactância começa na puberdade e não terá terminado até o período de lactância. Todas aquelas doenças ou circunstâncias que produzam um escasso desenvolvimento do tecido mamário podem dificultar a produção de leite.

2. Cirurgia de redução de mama: neste tipo de intervenção pode eliminar grande parte do tecido mamário, juntamente com gordura, e alguns dutos podem ser seccionados e nervos danificados. O resultado em respeito à lactância dependerá de quanto por cento foi realizado na redução da mama.

3. Síndrome de Shehan: É uma doença não muito comum produzida por um infarto da hipófise, o que faz com que não produza os hormônios necessários para poder amamentar. 

4. Problemas na tireóide: a inadequada secreção dos hormônios que essa glândula produz especialmente a T3 pode interferir na ação da prolactina. Tendo em conta a frequência desses problemas, é muito importante fazer um estudo do funcionamento da tireóide quando a mulher apresentar uma baixa produção de leite materno

5. Obesidade / diabetes: no caso das mulheres com problemas de obesidade se produz um atraso nos mecanismos de produção do colostro e do leite, por isso se deve prestar atenção especial a estes bebês para que o açúcar não baixe o em excesso ou percam muito peso.

6. Restos placentários: A placenta produz um hormônio chamado lactogênio placentário, que mantém inibida a lactância. Uma vez que este desaparece, o corpo da mulher interpreta que o bebê já tenha nascido e pode iniciar a lactância. Se ainda existem restos de placenta dentro do útero, o tal processo não acontece. 

7. O tipo de parto também influencia na cascata de hormônios que produzirá a lactância. As mulheres com partos menos induzidos podem ter menos problemas na lactância. 

A importância de ter o bebê pele com pele no início da amamentação

Ter um bebê nos braços, cheirá-lo, tocá-lo, tê-lo contra a pele o máximo tempo possível estimula a produção de leite. Além disso, o contato pele com pele evita que o bebê gaste um excesso de energia em manter o calor corporal, diminuindo suas necessidades calóricas e favorecendo que se despertem mais a tomar o peito. 

Julita Fernández

Matrona

Professora de Dança Oriental para gestantes

Especialista em treinamento aquático para gestantes