Um menino nos explica por que doar medula

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Aos seus quatro anos ele deveria estar arrasado. Ele tem leucemia. No entanto, Daniel tenta tirar o medo da gente, principalmente dos adultos, os únicos que podem salvar sua vida. 

Este pequeno se converteu numa campanha que coloca em andamento a Associação ‘Unidos por la médula’(‘Unidos pela medula’), uma associação formada por um grupo de voluntários que só buscam uma coisa: conscientizar a população sobre a importância de doar medula para salvar a vida de crianças com câncer

Doar medula não dói

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Daniel tem leucemia desde os seus dois anos de idade. Desde então, trava uma batalha sem trégua. Está acostumado às batas, às agulhas, aos soros e as longas jornadas no hospital. E, aos seus quatro anos ele nos dá uma lição de coragem e valentia, e nos anima a doar medula, sem medo, sem dúvidas, sem desculpas. 

Daniel (num vídeo) nos explica muito tranquilamente por que doar medula: ‘Não dói nada’. Claro. Conciso, Direto. Inclusive nos dá um conselho: ‘você tem que soprar muito forte para que as agulhadas não doam’. Ele só quer se curar para poder ir à escola, para ser uma criança normal. Pular, brincar como as outras crianças. Mas, só conseguirá com a ajuda de um doador. 

Qualquer um pode ser doador de medula. Basta fazer uns exames de compatibilidade para entrar no Banco Mundial de Doadores (não podem ser doadores de medula, por exemplo, hipertensos ou pessoas com problemas de coração). Mas, na Espanha, só 0,3% das pessoas doam medula. Por isso o banco de medula é tão pobre. Por isso crianças como Daniel não encontram medula compatível. Com essa campanha se tenta fazer chegar ao máximo de pessoas possíveis essas mensagens: 

- Doar medula salva vidas. 

- Doar medula não é perigoso. 

- Doar medula não dói. 

Será que necessita algo mais para te convencer? 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com