Medo da criança pela ausência da sua mãe

Quando a criança tem medo de se separar da sua mãe

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Mamãe vai, mas ela volta. Quem dera a gente pudesse evitar que nossos filhos passassem por doenças, fracassos, feridas, desilusões. Mas, isso não é possível. Tão pouco queremos que eles cresçam num mundo imaginário.

Então, por que não ensiná-los desde cedo a aceitarem as frustrações e os medos que enfrentam desde o nascimento? A presença da mamãe e do papai não é contínua. Eles vão e vem, aparecem e desaparecem. O que fazer para que os bebês se sintam seguros que a mamãe e o papai vão, mas voltam? 

Dicas para educar os bebês se sentirem mais seguros

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Na ausência da mamãe, está o ursinho de pelúcia, uma música ou o dedo para chupar ou a mãozinha que acaricia a orelha: tudo isso que não é a mamãe, mas me faz lembrar ela.

- Se a ausência se prolonga demasiadamente, vem a sensação de vazio, a lembrança de que a mamãe se apaga. 

- Se a mamãe não desaparece por nem um momento, não haverá espaço para aprender a fazer algo criativo, inventar brincadeiras e jogos, sons, gestos que representem a mamãe.

- É necessário que perca um momento para saber que depois a recupero. Pois, se não a perco nunca, como saberei que ela voltará?

Jogos contra o choro dos bebês

Todos os que estão em contato com as crianças comprovam, uma vez ou outra o atrativo que têm para eles (a partir dos seis anos) brincar de esconder o rosto, ou seja, ‘onde está o bebê?’, ocultando o rosto e escutar sua risada quando o descobrimos.

Por volta dos nove meses o seu jogo preferido é jogar objetos bem longe e pedir que os tragam para perto de novo. Quando vão crescendo, conservam o prazer de brincar de esconde-esconde, em todas as suas versões.

Estes jogos divertem muito as crianças, porque permitem a elas atravessar essa dose de angústia que gera não conseguir ver o rosto ou o objeto que está escondido e desfrutar da alegria de recuperá-lo. São experiências que deixam um ensino: as coisas, as pessoas, a saúde, o choro, a alegria, a tristeza: vão e vem. Aparecem e desaparecem, mas sempre haverá a mão de um ursinho de pelúcia.