Crianças autônomas e independentes

Uma maior autonomia favorece uma boa autoestima

Vilma Medina

Vilma Medina

Sempre estamos pensando o que podemos fazer para que nossos filhos sejam melhores, tenham um bom trabalho no futuro, ou, pelo menos, que saibam se defender tanto profissional como pessoalmente, e sejam felizes. 

É uma tarefa difícil, mas já sabemos que tudo a gente pode aprender e, portanto, tudo se ensina. Para que nossos filhos sejam independentes e desenvolvam certa autonomia em suas vidas, devemos educá-los, e o seu grau de autonomia e independência dependerá muito da educação que nós, os pais, iremos lhes proporcionar. 

Crianças autônomas e independentes

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O que acontece geralmente, é que muitos pais podem se antecipar às atitudes das crianças e não as deixam agir ou fazer algumas outras coisas que poderiam fazer sozinhas. Esses pais agem assim porque acreditam que seus filhos ainda não têm capacidade de realizar algumas coisas sozinhos, para evitar que se machuquem, por comodidade para conseguir resultados mais rápidos, ou porque não confiam na capacidade de reação dos seus filhos. 

As crianças aprendem a ser autônomas através de pequenas atividades diárias que desenvolverão em casa, na creche ou na escola. As crianças desejam crescer e querem demonstrar que já são grandes em todo o momento. É missão dos pais e dos educadores, a aplicação de tarefas que ajudem as crianças a demonstrar suas habilidades e o valor do seu esforço. Colocar, recolher, guardar, tirar, desatar, amarrar tênis e roupas, tomar banho, comer sozinho ou colocar a mesa, são ações que ajudarão as crianças a se situarem no espaço em que vivem, e a se sentirem participantes do dentro da sua própria família e com seus amiguinhos. 

A educação das crianças diante da independência

Todas as crianças podem e devem ser educadas para serem independentes, mas nem todas as crianças são iguais. Cada criança desenvolve capacidades de uma forma diferente. A gente pode pedir tudo a todos, mas não se pode esperar que os resultados sejam os mesmos. Deve-se primeiro, conhecer quais são as reais capacidades de cada criança, para poder ajudá-la na medida certa, e não resolver a tarefa quando ela seja capaz de realizá-la sozinha. 

Deve-se dar a oportunidade de experimentar, de errar, de falhar ou acertar, e tudo isso leva um tempo de acordo com a idade e a capacidade de aprendizado de cada criança. Quando o seu filho, diante de uma tarefa, diga: ‘eu quero fazer sozinho, pois já sou grande’, escute-o e respeite a sua decisão. É mais importante o que dizem e como os pais se comportam nesse processo, do que a disposição que a criança tenha. Não se esqueça que uma maior autonomia favorece uma boa autoestima, e que esse caminho conduz a uma evolução sadia quanto às decisões e as vivências da criança no seu dia a dia.  

Maria Concepción Luengo del Pino

Psicopedagoga

Orientadora escolar

Colaboradora de GuiaInfantil.com

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