10 coisas que você não sabia sobre os dentes das crianças

Mitos e verdades sobre os dentes de bebês e crianças

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Sobre os dentes das crianças circulam muitos mitos, crenças errôneas ou tradicionais que convém desmistificar. Há quem acredita que os dentes de leite não podem ter cáries, que a saída da dentição provoca febre ou que o bebê tem irritação na área das fraldas durante a saída dos dentes. Todas essas afirmações são errôneas. 

A gente vai esclarecer os pontos mais importantes relacionados com a saída e a queda dos dentes das crianças e, em geral, com a saúde bucal e dental para desmistificar todas as afirmações falsas sobre os dentes das crianças. 

Mitos sobre a dentição infantil

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1 – A saída dos dentes não ocasiona febre nem irritação na área das fraldas. Tão pouco ocasiona diarréias, infecções ou resfriados. Os sintomas que indicam que os dentes do bebê começam a nascer é a irritabilidade, ele baba muito, sensibilidade nas gengivas, necessidade de morder de forma compulsiva para aliviar os incômodos. 

2 – É possível aliviar os incômodos da saída dos dentes. É conveniente que a criança morda algum objeto frio, ainda que em alguns casos, quando a criança reclama muito, o pediatra pode recomendar um analgésico para minimizar os incômodos. 

3 – Os dentes de leite podem ter cáries. É a chamada ‘cárie da mamadeira’. Algumas crenças apontavam que as cáries estavam presentes nos dentes definitivos, mas estas podem chegar com os primeiros dentes e, de fato, pode afetar ao dente que nascerá depois se não for tratada corretamente.

4 – A endodontia (tratamento de canal) também pode ser feita nos dentes de leite. Se as cáries no dente for grande e já tenha afetado ao tecido do dente do ciso não é necessária somente uma obturação e haverá de fazer uma endodontia ou pulpotomia ou pulpectomia para extrair a inflamação. 

5 – Devem-se limpar os dentes do bebê. É um erro que saiam os dentes definitivos para começar com a higiene bucal. Desde as primeiras etapas devemos limpar a boca ou os dentes do bebê com uma gaze macia umedecida com água. A partir dos dois anos já podemos ajudar-lhe com uma escova de dente, primeiramente só com água e depois com uma ‘pitadinha’ de pasta dental infantil. 

6 – Há que esperar com que saiam todos os dentes para colocar aparelho dental. Os dentistas de criança recomendam todos os dentes já tenham saído antes de colocar uma ortodontia fixa. Não se pode dar uma idade determinada para isso, pois depende do desenvolvimento de cada criança. 

7 – As cáries nem sempre doem. Por isso é importante levar a criança para revisões dentárias periódicas com o dentista infantil para controlar a saúde bucal e dental. Em todo o caso, um sinal é o aparecimento de uma mudança na cor do dente que fica sem brilho e pode aparecer uma borda amarela ou marrom. Também pode quebrar o esmalte. 

8 – Nem sempre se tem todos os dentes definitivos. A dentição primária é formada por 20 peças e a dentição definitiva está formada por 32 peças. No entanto, nem todo mundo perde os dentes de leite. Se na criança não termina de cair esse dente de leite é possível que não haja nenhuma substituição e o dente de leite ficará onde está.

9 – É possível que alguns bebês nasçam com dentes. Podem crescer na gengiva inferior e, ainda que não exista causa definida, acredita-se que pode estar relacionado com uma herança genética.  

10 – Se uma criança quebra um dente ao cair, seja de leite ou definitivo, a gente tem que procurar o dentista o quanto antes para que avalie sua reconstrução. Em caso que tenha se desprendido da gengiva devemos recolher o dente e se for definitivo procurar um serviço de urgência para um possível reimplante. 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com