Hemofilia na infância

O que é e como se trata a hemofilia nas crianças

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A hemofilia é uma doença genética que impede uma correta coagulação do sangue. O principal sintoma é o sangramento, que aparece de forma espontânea e é de caráter prolongado. 

Esta doença também pode afetar as crianças. A gente te explica em que consiste, que tipos de hemofilia existem e como se diagnostica. 

O que é a hemofilia em crianças

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A hemofilia é uma doença hereditária que tem como característica a facilidade para sangrar. É uma doença que também afeta as crianças, e se deve a que não se sintetiza alguma das proteínas que ajudam com que o sangue se coagule. Essas proteínas são chamadas de ‘fatores de coagulação’. Os fatores de coagulação cujo déficit é mais frequente são o fator VIII (hemofilia A) e o fator IX (hemofilia B). Quanto maior for o déficit, mais importante pode chegar a ser o sangramento. 

Desde o ponto de vista clínico, ao longo da infância o sangramento pode afetar as articulações, mas pode afetar a qualquer outra estrutura (pele, gengiva, nariz, sistema urinário, aparelho digestivo, sistema nervoso, etc.). 

O diagnóstico se estabelece desde a suspeita clínica, mas tem que ser sustentado em um estudo de coagulação básica e em uma quantificação dos fatores de coagulação. 

Tratamento da hemofilia infantil 

Para o tratamento da hemofilia, utiliza-se a ‘terapia substitutiva’: é aplicado desde o exterior, periodicamente, através de um acesso venoso, o fator que falta. 

Com esta terapia, as crianças podem levar uma vida normal. Os médicos aconselham que seja incorporada à sua rotina diária, a prática regular de exercícios. Recomendam-se os seguintes esportes: natação, caminhadas, tênis de mesa, pádel, badminton e dança. 

Quanto aos brinquedos, recomenda-se o uso de brinquedos leves, de cantos arredondados, sem arestas nem peças cortantes. Também se deve evitar o jogo com objetos pesados.

É especialmente importante que essas crianças tenham uma higiene dental rigorosa, roupa cômoda e dispositivo de identificação tipo ‘pulseira’. Mesmo assim, convém que se evite, na medida do possível, o absentismo escolar, e que, se for necessário, um reforço acadêmico. 

Iván Carabaño Aguado

Chefe do Serviço de Pediatria

Hospital Universitário Rey Juan Carlos

Hospital General de Villalba - Espanha