O que é uma reação alérgica

Como e por quais motivos acontece uma reação alérgica em crianças

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Atualmente, são muitas as crianças que sofrem algum tipo de alergia e sua incidência vem aumentando ano após ano. De forma leve, as manifestações da alergia em crianças acontecem quase sempre do mesmo modo: através de espirros, congestão nasal e de olhos ou de reações cutâneas. 

Quando a criança está sofrendo uma reação alérgica, seu organismo apresenta uma resposta exagerada ao estar exposta a determinadas substâncias chamadas alérgenos, que podem estar presentes em substâncias químicas de certos materiais, no meio ambiente, em alimentos ou em medicamentos.

O termo ‘alérgeno’, se refere a qualquer substância que pode desencadear uma resposta alérgica. Portanto, as reações alérgicas são maiores de acordo com a exposição a substâncias alergênicas forem maiores. 

Como acontece uma reação alérgica?

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Uma reação alérgica pode acontecer por ingestão, contato, inalação ou injeção do alérgeno. Se a criança fica exposta pela primeira vez a substâncias como ácaros, o pólen, os alimentos, o látex ou às picadas de insetos, seu sistema imunológico pode considerar ‘equivocadamente’ que esse elemento é nocivo, e como tal, gera anticorpos específicos que produzem a sensibilização a esta substância. 

Quando se repete o contato com esta substância considerada nociva, o sistema imunológico reage espetacularmente no intento de proteger o corpo do suposto agressor (alérgeno), e produz anticorpos IgE contra este. 

Por sua vez, os anticorpos fazem com que determinadas células do corpo se ativem e liberem histamina e outras substâncias químicas que provocam a inflamação. 

À medida que, ‘a batalha’ avança, os sintomas aparecem em todo o corpo, como, por exemplo, nos olhos, no nariz, na garganta, nos pulmões, na pele e/ou no tubo digestivo provocando coceira, espirros, broncoespasmos (chiados), etc. 

Quais são os sintomas de uma reação alérgica?

Os sintomas podem se apresentar em vários níveis e se exteriorizar de maneira diferente. Em alguns casos, podem ser sintomas leves, mas em outros podem colocar a vida da criança ou pessoa em perigo ao ter esta reação. Em função dos sintomas que a criança apresenta é possível avaliar o grau da alergia: 

- A nível cutâneo. Os sintomas mais frequentes podem ser o aparecimento de dermatite atópica, coceira, vermelhidão da pele, urticária e angiodema (como a inflamação de lábios e pálpebras). A síndrome de alergia oral pode apresentar coceira nos lábios, na língua, na garganta, na faringe e edema nos lábios (relacionado com a alergia a frutas e verduras). 

- A nível digestivo. Pode apresentar coceira oral ou na faringe, náuseas, vômitos, dores abdominais, diarréia e rejeição ao alimento. 

- A nível respiratório. Os sintomas da alergia podem desencadear rinite aguda, conjuntivite, edema de glote (ronquidão, afonia, dificuldade para engolir ou para respirar pela boca) e broncoespasmo (respiração agitada e apitos ou chiados no peito). 

- A nível cardiovascular. Podem se refletir em hipotensão (síncope ou perda repentina da consciência) e arritmias. E, nos casos mais graves, se manifestam diversos sintomas de uma vez, e é o que se denomina de anafilaxia. 

Tempo do aparecimento dos sintomas da alergia

Os sintomas podem aparecer em segundos ou em poucas horas depois da ingestão, contato, inalação ou injeção de alérgenos, ainda que na maioria dos casos se evidencie durante a primeira hora. 

Se o seu filho apresentar algum tipo de reação ou sintoma diante de alguma substância, você deve consultar o pediatra imediatamente, e se for confirmada a reação do seu sistema imunológico diante do alérgeno, evitar que dali por diante o seu filho não entre em contato com o dito alimento ou substância. 

Existem algumas alergias leves que são facilmente resolvidas, mas existem outras mais graves que as crianças sofram de maneira crônica ao longo de toda a vida. 

Fonte consultada:
-Este artigo contém informação extraída de Histasan, Asociación Madrileña de Alergias Alimentarias. 

Patricia García Herrero. Redatora