Razões para se tentar o parto normal

6 motivos pelos que se deve fazer um parto vaginal

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Apresentamos algumas razões para se tentar o parto normal. Salvo algumas exceções, não se tem como saber se uma gestante vai ter um parto cesárea ou normal. Apenas durante a evolução do trabalho de parto é que se pode definir isso.

6 Razões para se tentar um parto normal

Optar pelo parto vaginal ou normal

Veja porque se deve diminuir o número de partos por cesáreas. Veja também porque o parto vaginal ou normal é o mais indicado. O parto natural só nao está indicado quando a mãe ou o bebê apresenta algum tipo de problema como diabetes ou hipertensão, por exemplo. Também existem outras justificativas. Mas se não existem problemas, o parto normal é sempre o mais indicado.

1 – Seguindo a natureza humana: se o parto normal é o desfecho natural de uma gravidez, por que fugir dele antes mesmo de saber se uma cesárea é de fato indicada para o seu caso? O ideal é que o bebê escolha o dia em que quer nascer.

Deve-se tentar o possível o parto normal, mas quando, na hora do parto, surgirem complicações, a cesariana pode até salvar a vida da mãe e do bebê. Quando a cirurgia é marcada com muita antecedência, a criança corre o risco de nascer prematura, mais magra e com músculos ainda não completamente desenvolvidos.

2 - A criança respira melhor: ao passar pelo canal da vagina, o tórax do bebê é comprimido, assim como o resto do seu corpo, garantindo que o líquido amniótico de dentro dos pulmões seja expelido pela boca, ajudando no primeiro suspiro da criança na hora do nascimento.

O hormônio cortisol produzido pelo organismo infantil deixa os pulmões preparados para trabalhar a todo vapor. A cesárea, por sua vez, aumenta o risco de ocorrer o que os especialistas chamam de desconforto respiratório. Esse problema pode levar a quadros de insuficiência respiratória e até favorecer a pneumonia.

3 - Acelera a descida do leite: Durante o trabalho de parto, o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina, que facilitam a descida do leite. No caso da cesárea eletiva, a mulher pode ser submetida à cirurgia sem o menor indício de que o bebê está pronto para nascer.

Sendo assim, o organismo pode secretar substâncias que deflagram a produção do leite com certo atraso, de dois a cinco dias depois do nascimento do bebê, e a criança terá que esperar para ser amamentada pela mãe.

4 - O mito da dor cai por terra: por mais ultrapassada que seja, a imagem de uma mãe urrando na hora do parto não sai da cabeça de muitas mulheres. Não há o que temer, pois a anestesia é perfeitamente capaz de controlar a dor.

Há mais de 10 anos, médicos recorrem a uma estratégia combinando anestesia raquidiana e a peridural. A mãe não sofre e não perde a sensibilidade na região pélvica, conseguindo sentir as contrações e até ajudar a impulsionar a criança para fora. 

5 - A recuperação é mais rápida: De modo geral, 48 horas após o parto normal, a mãe já poderá ir para casa com seu bebê. Em alguns casos para facilitar a saída da criança, os médicos realizam uma episiotomia, pequeno corte lateral na região do períneo (entre a vagina e o ânus). Quando isso acontece, a recuperação dura cerca de uma semana. Quem opta pela cesariana, só recebe alta 72 horas após o parto e para se livrar das dores, de 30 a 40 dias.

6 - É mais seguro: A cesárea envolve riscos de infecção e até de morte da criança. Uma pesquisa feita pelo Dr.Renato Kalil, obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, revela que cerca de 12% dos bebês que nascem de cesariana, vão para a UTI, enquando no parto normal, cai para 3%.