Os chutes do bebê na minha barriga

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

É curioso o interesse que os movimentos do bebê dentro do útero desperta tanto na própria gestante como nas pessoas que a rodeia. Por acaso, já aconteceu alguma vez que pessoas muito diferentes, sejam amigos, companheiros de trabalho, filhos ou familiares pedem para você avisá-los quando o bebê se movimenta dentro da sua barriga para que eles possam sentir? E todos ficam de queixo caído quando percebem esses novimentos do bebê. 

Os movimentos do bebê no útero 

O desenvolvimento do bebê dentro do útero materno é um acontecimento espetacular. É incrível como ele cresce e como evolui, como os órgãos vão se formando pouco a pouco, suas mãozinhas, seus pezinhos. É muito interessante notar o seu crescimento diariamente e saber que num dia especial poderá ouvi-lo, que no segundo trimestre já poderá perceber a luz através da barriga e que fica sensível à comida que a grávida come e aos movimentos que faz. 

Todas aquelas mamães que experimentaram a gestação sabem quão emocionante é sentir pela primeira vez os chutes do bebê: inicialmente como uma leve cócega ou formigamento e como cada vez mais ficam consistentes para saber quase com certeza quando está dando um chute ou inclusive tem soluço. 

Suponho que seja comum em todas as gestantes, mas no meu caso, consigo notar mais esses chutes quando estou tranquila, em repouso. Nesses momentos, quando o bebê parece estar mais ativo, eu consigo ver claramente minha barriga se mexer ao compasso do bebê. Às vezes seus chutes são tão leves que provocam cócegas, mas em outras ocasiões parece que o bebê está jogando futebol na sua barriga. 

Mas esse turbilhão do bebê no útero pode ser algo que nós gestantes vivemos sozinhas e que se contássemos cada sensação que temos em cada movimento, cada pulo ou cada chute, seríamos consideradas exageradas. 

Segundo minha experiência, durante o segundo trimestre, sobretudo no final do mesmo, é quando mais se notam todos os seus movimentos. O bebê tem suficiente espaço para rodar sobre si mesmo, brincar e se exercitar. No entanto, já no final da gestação os movimentos são fortes e mais seguros, mas já não tem espaço para girar ou se movimentar da mesma maneira. 

De qualquer modo, ao final das contas, por mais que outra pessoa coloque a mão na barriga e note os chutes do bebê, é uma experiência muito pessoal e particular e por mais que tente contar o que sente e como sente, só há uma maneira de poder vivê-la: estando grávida. 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com