Como colocar um fim ao bullying ou assédio moral nas escolas

Vilma Medina

Vilma Medina

Poderia se chamar Maria, Isabel ou Lourdes. Talvez a próxima vez seja João, Carlos ou Antonio. A gente não conhece os seus nomes, mas sim o pesadelo que vem passando. O bullying é mais cruel e danoso do que uma pistola. E muito mais doloroso. Com frequência invisível. E tão letal que às vezes termina em suicídio.

O assédio moral ou bullying não escolhe o sexo, nem condições sociais. Acontece quando uma criança ou um grupo delas decidem tornar a vida do outro impossível. Uma vez que escolhem a vítima, atacam sem piedade. Ameaças, chantagens e mensagens que desarmam o interior da criança abusada, que vão minando suas emoções e sua vontade de viver. O bullying, uma cicatriz, que sem dúvida deve ser eliminada. E urgentemente.

O programa Finlandês contra o assédio moral nas escolas que já funciona

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Infelizmente o bullying escolar é universal e afeta estudantes de todo o mundo. Em muitos países tentam freá-lo com a educação infantil. Valores e normas sociais, respeito às diferenças, tolerância... Mas, ao final sempre existe algum indivíduo que quebra as normas.

Na Finlândia, foi colocado em funcionamento um programa que está conseguindo muito sucesso. Se chama KiVa, o diminutivo de duas palavras finlandesas que significam ‘Contra o assédio moral nas escolas’. Um programa criado por especialistas da Universidade da Universidade de Turku, um lugar onde levam 25 anos estudando o comportamento e relações entre as crianças.

Em que consiste esse programa contra o bullying exatamente? Enquanto na maioria dos centros educacionais se concentram no agressor e na vítima, o programa KiVa muda as normas que regem o grupo. Aqui o importante é conscientizar as testemunhas, aquelas crianças que vêem, animam e riem ao agressor. As crianças que se calam. A solução não tenta mudar a timidez do agredido, nem mudar ao agressor, mas que essas testemunhas ajam diante de um assédio moral ou bullying. Que protejam a criança agredida e não apóiem ao agressor. Dessa forma, o agressor se sentirá anulado e a vítima do assédio ganhe em segurança.

As chaves do programa capaz de derrotar o assédio moral

- São compartilhadas aulas sobre convivência, respeito e tolerância desde os 7 aos 13 anos. 

- É criada uma caixa de correio virtual onde as crianças podem denunciar, sem medo, caso se sintam ameaçadas. 

- Os monitores durante o recreio vestem coletes refletivos para serem localizados com facilidade. 

- Cada escola dispõe de três pessoas dedicadas exclusivamente ao tema do assédio moral e age com urgência diante do primeiro indício, apoiando primeiro a vítima e conscientizando o agressor do seu erro. 

Este programa começou a ser implantado em algumas escolas finlandesas no ano de 2007. Desde o primeiro momento, os resultados foram assombrosos. Conseguiu-se eliminar 79% do assédio moral e bullying nas escolas. E mais: as escolas onde esse programa funcionava tinham um maior índice de satisfação e motivação das crianças nos estudos. Já foi exportado para muitos países, como França, Itália, Reino Unido, Suécia e Estados Unidos. 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com

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