Crianças e bebês com medo de água

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A água é um elemento que atrai ou causa rejeição ao mesmo tempo nas crianças. A atração pela água faz com que muitos pais fiquem com cabelo em pé. Os pais dessas crianças não podem ficar um minuto relaxados porque tem que se levantar constantemente para ir atrás do seu pequeno, cuja direção é sempre a mesma, a água do mar ou da piscina. No entanto, outras crianças têm medo de água

A água é um meio desconhecido para crianças e bebês

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Pois é, do outro lado da moeda estão as crianças que morrem de medo da água, que não querem entrar no mar ou na piscina, que não querem ver a água nem pintada de ouro, nem muito menos se aproximar dela, e essa atitude infantil também pode arruinar muitas férias. Na realidade, o ‘x’ da questão é a insegurança que as crianças sentem em relação ao meio aquático que para elas é desconhecido. Pode ser mais habitual quando é a primeira vez que as crianças tenham contato com a água, mas também acontece quando a criança fica mais de um ano sem ir à praia ou piscina e não se lembram da última vez que estiveram ali. 

Para evitar que os seus filhos façam um escândalo porque não querem entrar na água, tenha paciência e ajude-os a se adaptarem. Como? Em primeiro lugar, pouco a pouco. A adaptação deve ser paulatina para que a água se torne agradável para o seu bebê. As mãos devem ser a primeira parte do corpo a manter contato. A criança vai notar sua suavidade, a diferença de temperatura e acabará se divertindo com a água. Depois a convide para que molhe os pés e as pernas, e jogue água na sua cabecinha. 

Sentados na borda da piscina vocês poderão brincar de espalhar água com os pés e na praia correndo pelas ondinhas. Uma vez que a criança tenha se familiarizado com a água e perdido o medo inicial, tente entrar na água com ela bem agarradinha ao seu corpo para dar-lhe segurança. No início, a água deve cobrir-lhe as pernas e nada mais. Nesta fase convém utilizar uma piscina infantil ou na beira do mar onde não haja ondas para que o bebê possa se sentar e se levantar quantas vezes quiser e veja como a água lhe chega ao peito. 

Um pouco mais pra frente e em função da sua segurança, entre com a criança e flutue com ela na água. Você sentirá que o seu bebê se agarra a você como uma rã, se enrosca na sua cintura e no seu pescoço nos primeiros dias. No entanto, você logo verá que poderá soltá-la pouco a pouco à medida que o medo lhe ajuda a soltar seus músculos e toda família poderá desfrutar de dias maravilhosos de descanso com a refrescante sensação de banho diário.

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com