As brincadeiras ao ar livre das crianças estão em vias de extinção?

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Jogar bola, brincar de esconde-esconde, pega-pega, cabra-cega, corrida de sacos, já foram as brincadeiras que as crianças mais gostavam na hora de se divertirem, mas as brincadeiras e jogos tradicionais têm mudado. 

Cada dia se vê menos crianças nos parques, nos pátios ou ao ar livre. Como os pais não se empenham em levá-los à rua para brincar e a tomar sol, tão necessário para a saúde dos seus ossos, eles não se interessam. 

Por um lado, é compreensível, uma vez que a violência nas ruas, a correria e a falta de tempo que o trabalho impôs às mães depois que entraram com força no mercado de trabalho, são fatos relevantes neste século. 

As crianças preferem os videogames

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Não há dúvidas que a tecnologia está mudando os costumes na hora das brincadeiras das crianças. Agora muitas delas praticam esportes como o tênis, o esqui, o surf, o basquete, e até mesmo o tiro ao alvo, sem ter que sair de casa. Podem aprender a cozinhar, sem ter que estar em uma cozinha ou ter o risco de sofrer uma queimadura e cuidar de um bichinho de estimação ainda que sejam alérgicos. 

Um estudo realizado por uma conhecida empresa de jogos mostra que as crianças nos dias de hoje dedicam menos tempo para brincar ao ar livre, se compararmos com a infância dos seus pais. 

Uma das melhores recordações que tenho das brincadeiras e jogos na minha infância, vem das ruas, em subir em árvores, em pular corda, apostar corrida, brincar de pega-pega e esconde-esconde. Que diferença! 

Grande parte das crianças prefere estar diante de uma tela de televisão, em espaços interiores como as ‘brinquedotecas’, piscinas de bolas, etc.

O estudo, baseado em 1.200 entrevistas para pais e mães espanholas com filhos entre os 3 e os 12 anos de idade, também traz curiosas revelações: 

- As crianças dos dias de hoje brincam mais com outras crianças da família e da escola e menos com as crianças da vizinhança

- As crianças têm menos tempo para brincar, e se o fazem, compartilham menos tempo de brincadeiras com outras crianças, ainda que seus pais estejam convencidos de que os brinquedos são úteis para entreter, divertir, aprender e compartilhar. 

- Muitas crianças substituem os desenhos animados por personagens de videogames, jogadores de futebol, cantores e desportistas. 

- Segue vigente a brincadeira com bonecas e com os bichinhos de pelúcia. 

- As crianças têm mais desejo pelos brinquedos eletrônicos. 

Ainda que o tempo para brincadeiras e jogos das crianças tenha diminuído, os pais acreditam ser o suficiente. E você, como vê tudo isso? Como, onde e de que forma o seu filho brinca? 

Vilma Medina

Diretora de GuiaInfantil.com