8 conselhos para proteger crianças alérgicas ao sol

Como proteger as crianças do sol em caso de alergia

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Os sintomas da alergia ao sol são incômodos porque causam coceira e a pele parece arder quando a criança experimenta um clima de calor. Manter as crianças longe do sol na medida do possível é o conselho mais eficaz para se evitar as alergias. Além disso, é necessário tomar algumas medidas de proteção adequadas para evitar que a luz solar fira sua epiderme.

8 dicas para proteger as crianças alérgicas ao sol

Como proteger a pele do seu filho alérgico ao sol

Para evitar a aparição de reações na pele das crianças pela alergia ao sol que causam coceira e em alguns casos dor, é preciso seguir uma série de conselhos e seguir as medidas de proteção adequadas.

1. Procurar um especialista se já sofreu alguma relação alérgica, para conhecer a que se deve e aplicar um tratamento específico. 

2. Utilizar protetor solar de alta proteção infantil sem perfume, inclusive nos dias nublados. O creme deve ser aplicado pelo menos 20 minutos antes de se expor ao sol e deve repetir a aplicação com frequência (aproximadamente a cada 2 horas) ou depois de nadar ou praticar esportes (inclusive quando utilizar cremes resistentes à água). 

3. Tomar sol com precaução e de maneira paulatina. 

4. Não tomar sol depois de colocar colônias ou perfumes. 

5. Ter cuidado com a vegetação, especialmente se ocorrer a exposição ao sol em pastagens, florestas ou parques. 

6. Consultar a bula, no caso da criança estiver tomando medicamentos, para conhecer as possíveis reações de fotossensibilidade e no caso de dúvidas, consulte o médico.

7. Usar bonés, chapéus e roupas, para se proteger dos raios solares. Note-se que tecidos brancos, especialmente de algodão, flanela e tecidos leves que se agarram à pele, não oferecem muita proteção. Quanto mais compacta a textura das roupas, mais proteção solar ela oferece. 

8. Evitar sempre que possível, a exposição ao sol entre as 11:00h e as 16:00h, assim como a luz refletida (água, neve, areia), que é tão danosa como a direta. 

Sintomas de alergia ao sol nas crianças e bebês 

- Na urticária solar, os sintomas aparecem com poucos minutos da exposição solar. A pele fica avermelhada e surgem urticárias dispersas, que tendem a agrupar-se formando placas, que desaparecem geralmente após umas horas após cessar a exposição. Em alguns casos, nos casos especialmente graves, algumas crianças experimentam enjoos, afogamento e dor de cabeça após a exposição de áreas corporais extensas.  

- Nas reações fototóxicas, a primeira coisa que se observa é uma queimadura solar exagerada, que afeta as áreas da pele habitualmente expostas. São reações inflamatórias que produzem lesões cutâneas, devido transformação de determinadas substâncias químicas presentes na pele pela ação da luz. A área avermelhada apresenta também uma sensação de ardor ou queimação, que posteriormente pode derivar numa hiperpigmentação. Pode melhorar no final de uma semana. Se a reação é muito intensa, pode inclusive formar bolhas. Esse tipo de reação é muito mais frequente que as fotoalérgicas e podem aparecer já desde a primeira exposição à substância química.

- Nas reações fotoalérgicas, é normal o aparecimento de manchas que podem ir além da área irritada. Apesar de suprimir o fotossensibilizante, podem persistir por várias semanas. É possível a existência de reações cruzadas entre diferentes alérgenos relacionados estruturalmente, não dependendo da concentração do agente fotossensibilizante nem do tempo de exposição, e demoram mais para desaparecer, ou seja, de duas a três semanas. As exposições posteriores vão desencadear novamente as lesões dentro das primeiras 48 horas.

Marisol Nuevo