Guia alimentar para bebês com alergias

Os pais podem ajudar a prevenir as alergias alimentares

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Os pais devem ajudar a prevenir as alergias alimentares nos seus filhos, se esperarem para incluir certos alimentos na dieta dos pequenos e só os alimentarem com leite materno até o sexto mês de vida, aconselha um grupo de alergistas.

Evite o leite de vaca e os produtos lácteos nesse período, pois aumentaria os riscos dos bebês desenvolverem alergias alimentares. Ainda não existem guias baseados em evidências sobre quando se devem incorporar outros alimentos e quando os bebês devem ingerir comidas sólidas, explicou o Dr.Alessandro Fiocchi em uma reportagem.

O especialista, da Faculdade de Medicina de Milão, na Itália, trabalhou junto com colegas do Comitê de Reações Adversas a Alimentos do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia.

Para preencher o vazio no que diz respeito a esse assunto, a equipe, dirigida por Fiocchi analisou a literatura científica disponível e elaborou um comunicado consensual. 

"Os pediatras e os alergistas deveriam individualizar com cautela a incorporação de sólidos na dieta infantil”, escreveram os especialistas na edição de Julho de Annals of Allergy, Ashthma & Immunology.

Os suplementos, incluindo as fórmulas à base de leite de vaca, não deveriam ser incorporados até os seis meses de vida, indicaram os especialistas. Incluir alimentos sólidos durante os primeiros quatro meses do bebê demonstrou aumento do risco de sofrer alergias até os 10 anos, concluíram.

Os alimentos deveriam ser incorporados um de cada vez em pequenas quantidades, destacaram os autores, e os meninos não deveriam comer alimentos mistos até confirmar que não são alérgico a nenhum dos seus componentes.

Uma vez avaliado o risco de alergia a partir de antecedentes familiares, a criança deveria começar a consumir alimentos lácteos aos 12 meses de vida, e ovos de galinha, aos 24 meses, enquanto se deveria esperar pelo menos até os 36 meses antes de incluir amendoim, nozes, peixes e mariscos, concluíram os pesquisadores.