8 dicas para escolher a escola das crianças

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Particular ou pública, bilíngue ou não, laico ou religioso, perto ou longe de casa. Estas são algumas dúvidas dos pais quando se perguntam aonde matricular os seus filhos. 

As chaves para escolher a escola das crianças, por experiência própria, estão não em buscar a melhor escola, porque escolas boas existem muitas, mas sim em escolher a melhor escola para os nossos filhos, que esteja adaptado às necessidades da criança em primeiro lugar e às familiares depois. 

Pontos a serem levados em conta na escolha da escola para as crianças

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É importante afinar os critérios e estabelecer um regime de prioridades para acertar na escolha mais adequada. 

1 – Nível acadêmico da escola. É importante conhecer se o centro educacional conta com algum certificado de qualidade. Além disso, a escola deve colocar à disposição dos pais dos alunos as provas dos alunos e os pais possam ter boa comunicação com os professores. É sempre bom se informar sobre o nível dos professores e se informar com outros pais que já têm filhos na escola há mais tempo. 

2 – Se a escola é laica ou religiosa. As variáveis ideológicas, morais e religiosas da escola devem ser levadas em conta. Cada família tem uma forma de educar religiosamente os seus filhos, e a escola deve manter esse aprendizado. 

3 – Projeto educativo. Estudar o modelo de aprendizagem que a escola utiliza. Se na escola tem orientação pedagógica (através desse departamento pode ser oferecida à criança orientações caso tenha problemas de aprendizagem ou de comportamento), aulas de reforço e se possuem formação musical, novas tecnologias, esportes, etc. São aspectos que os pais também devem avaliar. Neste ponto deve-se distinguir dois aspectos: 

- Se a escola conta com um método alternativo. É fundamental que os métodos estejam certificados pelo Ministério da Educação e que os objetivos sejam cumpridos em todas as etapas. 

- Se a escola é estrangeira (Liceu francês, escola alemã, britânica). Os pais devem estar conscientes de que, além da língua, estamos vinculando as crianças com uma cultura e um sistema educativo diferente, algo difícil de seguir em casa se não tivermos vínculo com aquele país. 

4 – Idiomas. Antes, somente as escolas exclusivas desfrutavam de uma educação bilíngue. Agora, a maioria das escolas públicas também ensina outras línguas, o que é uma vantagem para as crianças. Já está comprovado que quanto antes iniciarem a aprender um segundo idioma, mais rapidamente poderão se tornar bilíngues. 

5 – Crianças por sala de aula. O número de crianças por sala começa a aumentar agora devido à crise econômica para baratear custos. Os pais devem estar conscientes que um maior número de alunos nas salas de aula, a atenção dos professores a todos diminui. A atenção personalizada melhora a qualidade do ensino. 

6 – Distância de casa. A proximidade da escola da casa é um fator positivo, mas não determinante para escolher a escola. A proximidade facilita os deslocamentos das crianças e facilita também o itinerário dos pais e seus respectivos trabalhos e seus ritmos de vida, sem que gere problemas familiares. No entanto, a liberdade de escolher a escola das crianças sem a necessidade de condicionamento pelo bairro onde vivemos ou o município abre um amplo leque de possibilidades aos pais na hora a escolha do centro educacional. 

7 – Atividades extraescolares. Permitem a criança desenvolver outras competências e habilidades e ainda gerar um gosto pelo esporte ou outro tipo de lazer. Devemos utilizar as atividades extraescolares a favor da criança e não para ampliar o horário escolar. 

8 – Visita ao centro educativo. Uma entrevista com o diretor da escola e uma visita às instalações para comprovar tudo o que a escola oferece é um passo decisivo na nossa escolha. 

Marisol Nuevo